Covid: 53% das cidades brasileiras iniciaram vacinação por idade
Informações constam na 12ª edição da pesquisa semanal realizada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM)

Mais da metade dos municípios brasileiros deu início à vacinação contra a Covid-19 por faixa etária. As informações constam na 12ª edição da pesquisa semanal realizada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), divulgada nesta sexta-feira (11/6).
De acordo com o estudo, realizado entre os dias 7 e 11 de junho, 53% das cidades brasileiras estão imunizando pessoas abaixo dos 60 anos e sem comorbidades. A vacinação por ordem decrescente de idade foi autorizada pelo Ministério da Saúde no fim de maio.
O estudo da CNM ouviu 3.129 gestores municipais. Desses, 71% afirmaram estar vacinando pessoas acima de 55 anos. Entre os secretários de saúde entrevistados, 19% deram início à proteção do público entre 50 e 55 anos e 9% já começaram a imunizar brasileiros abaixo dessa faixa etária.
Ampliação de público
Em maio deste ano, o Ministério da Saúde permitiu que estados e municípios ampliassem a vacinação para a população geral de 18 a 59 anos, por ordem decrescente de idade. A aplicação de imunizantes para grupos prioritários, entretanto, deve ser mantida.
A decisão foi tomada na noite do dia 27/5, durante reunião da Comissão Intergestores Tripartite (CIT). A CIT conta com a participação de representantes do Ministério da Saúde, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e do Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (Conasems).
A CIT relatou que alguns municípios têm enfrentado baixa demanda de vacinação de grupos prioritários. Por isso, os gestores decidiram que essas cidades poderão vacinar a população geral, por ordem decrescente de idade, mas devem garantir que a imunização de grupos de risco não seja afetada. A medida também deverá observar o estoque de vacinas disponíveis e previstos.
Aumento de casos
A pesquisa da CNM mostra que 51,3% dos gestores ouvidos relataram crescimento no número de casos de Covid-19 nesta semana. Para confederação, os dados “acendem sinal vermelho para uma possível terceira onda”.
Entre os entrevistados, 28,4% disseram que a quantidade de infecções se manteve estável; e 15,3% afirmaram que houve queda nos índices.
Apesar do crescimento no dado de casos positivos, o número de óbitos se manteve estável na maioria das cidades citadas no levantamento. “Em relação ao número de óbitos pela doença, 26,6% apontaram aumento, 48% estabilidade e 20,2% queda nesta semana”. informou a CNM.

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