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Brasil

Covid-19: governadores cobram uma data para o início do plano de vacinação

Plano Nacional de Imunização foi lançado nesta quarta-feira (16/12), em cerimônia no Palácio do Planalto

16/12/2020 14:21, atualizado 16/12/2020 19:23
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Governo lança Plano Nacional de Operacionalização da Vacina contra a Covid-19

O Ministério da Saúde apresentou nesta quarta-feira (16/12) o Plano Nacional de Imunização (PNI) para a vacinação contra a Covid-19. Apesar da iniciativa do governo para imunizar a população contra o novo coronavírus, alguns governadores que participaram da cerimônia reclamaram da falta de datas para iniciar os trabalhos.

O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), afirmou que a efetividade do PNI depende do cronograma de vacinação. “Nós temos condições de ter vacina a partir de janeiro? Quantas doses? Fevereiro? Quantas doses? É a definição desse cronograma que permite a efetividade do plano, tanto do PNI como do plano estratégico operacional para a vacinação.”

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Dias criticou a politização em torno da vacina contra a Covid-19, protagonizada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o governador de São Paulo, João Doria.

“Esse cronograma com a garantia do máximo de vacinas é o pleito que vamos trabalhar, da parte dos estados. Como viemos aqui hoje, nós defendemos a união de todos. Eleição de 2022, tratem em 2022. Agora, nós temos que cuidar é de salvar o povo brasileiro de uma crise que tem a ver com a pandemia do coronavírus, que levou também a uma crise econômica e social”, defendeu.

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Fátima Bezerra (PT), governadora do Rio Grande do Norte, também questionou a ausência de um calendário. “Muito bom que tenhamos uma posição oficial [sobre a vacinação], considerando, inclusive, que nós estamos num momento de crescimento da pandemia. Por isso, mais do que nunca, faz-se essencial termos calendário e data para que iniciemos o processo de vacinação no nosso país”, opinou.

Governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB) ressaltou o fato de o governo ter superado a questão ideológica, ao anunciar que inclui no plano de imunização a Coronavac, da chinesa Sinovac com o Instituto Butantan, ligado ao Governo de São Paulo.

“Vencida a barreira ideológica do país de fabricação da vacina e a dificuldade orçamentária, com a edição de medida provisória de R$ 20 bilhões para a aquisição das vacinas, agora nos cabe definir com clareza um plano e um cronograma de aplicação das vacinas”, disse.

Já o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), afirmou que é prudente não falar de cronograma por enquanto, visto que a liberação da vacina depende da autorização das agências de regulação. “Não se pode pré-fixar uma data, porque, se você não tiver a autorização da agência, se não tiver a liberação do laboratório, como vai implantar a distribuição?”, questionou.

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), não compareceu à cerimônia.