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Brasil

Covid-19 aumenta entre ricos, brancos e rolezeiros em São Paulo

Os dados são de inquérito sorológico da Prefeitura Municipal da capital paulista apresentado nesta sexta-feira (12/2)

Repórter de Brasil12/02/2021 13:05, atualizado 12/02/2021 19:01
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Fábio Vieira/Especial Metrópoles
Calçada lotada de pedestres em São Paulo

São Paulo – Mais casos de Covid-19 foram identificados entre pessoas brancas e que moram em bairros da zona centro-oeste em São Paulo.

Sem surpresas, pessoas que admitiram estar passeando, frequentando bares e sem restrições de contato apresentaram uma prevalência do vírus de 20%.

Isto é, em fevereiro, a cada 100 paulistanos que estão desrespeitando os protocolos sanitários, 20 estão com Covid-19.

Estes são alguns dos resultados da segunda fase de inquérito sorológico realizado pela Prefeitura de São Paulo. O levantamento foi apresentado a jornalistas nesta sexta-feira (12/2) por Edson Aparecido, secretário municipal de Saúde.

Covid-19 entre pessoas brancas ou com maior renda

Segundo dados do inquérito sorológico, a Covid-19 atingiu 13,2% da população de bairros do centro-oeste, onde ficam bairros com população de maior renda, como Pinheiros, Higienópolis e Perdizes. Na primeira fase, em janeiro, a prevalência era de 8,1%.

Edson Aparecido, secretário municipal de Saúde, também afirmou que o aumento do contágio entre pessoas brancas aumentou tanto que a diferença de prevalência em relação a esse aspecto agora é “estatisticamente insignificante”.

Em São Paulo, neste mês de fevereiro, a prevalência da Covid-19 entre pessoas brancas é de 13,6% e entre pessoas pretas ou pardas é de 14,5%.

A maior domínio da Covid-19, no entanto, ainda segue no extremo-leste, região pobre de São Paulo, que tem uma taxa de 17,2% de prevalência da doença entre a população.

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Profissionais de saúde de São Paulo
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Fábio Vieira/Metrópoles
Pobres ainda são os mais infectados

Apesar do aumento do contágio entre os bairros do centro e da zona oeste, ao se considerar outras zonas urbanas com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) alto, a presença da doença cai para 6,3%.

Nos extremos da cidade, onde o IDH é baixo, a prevalência mais que dobra, indo para 16,2%.

A prevalência geral da infecção na capital de São Paulo é, atualmente, de 13,9%, mas pode chegar a 16,4%, levando em conta a margem de erro da pesquisa.

Com essa taxa de infecção, São Paulo volta a ter o mesmo índice de prevalência da Covid-19 identificada em inquérito sorológico de 25 de agosto de 2020.

Outro destaque do inquérito sorológico foi para as pessoas que portam o novo coronavírus, mas não apresentam sintomas. 38,3% dos infectados detectados na pesquisa eram assintomáticos.

Passeios e contatos com estranhos elevam prevalência da doença a 20%

A prevalência da Covid-19 em pessoas que admitiram sair de casa para passear sem restrição foi de 19,2%. Cerca de 20% dos que relataram ter contato com qualquer pessoa tinham a doença. Entre os frequentadores de bares, a taxa é de 19,1%.

As taxas caíam para quem dizia ter contato apenas com quem compartilhava a moradia (9,5%) e evitar sair de casa (11,4%).

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