Covas e Boulos começarão mandato sem apoio da maioria entre vereadores

PSDB perdeu espaço para direita ferrenha, representada por MBL e bolsonarista. Esquerda não possui apoio mínimo para aprovar projetos

atualizado 17/11/2020 9:20

Eleicoes 2020 SP Movimentação na Vila Ida eleicoes sao paulo zona eleitoral voto SP votacaoRafaela Felicciano/Metrópoles

São Paulo – Tanto Bruno Covas (PSDB) quanto Guilherme Boulos (PSol) começarão mandato sem apoio da maioria dos eleitos da Câmara de Vereadores.

Na nova configuração legislativa, o PSDB encolheu. Dos atuais 11 vereadores, o partido terá oito a partir de 2021. Já a direita crítica aos tucanos ganhou espaço. Foram eleitos dois afiliados do Partido Novo, um do PSL, três integrantes do Movimento Brasil Livre (MBL), além de Sonaira Fernandes (Republicanos-SP), que foi apoiada diretamente pelo presidente Jair Bolsonaro.

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Levando em conta os partidos da esquerda, Bruno Covas começaria o mandato com uma base de 34 vereadores. Menos que o necessário para aprovar votações importantes (são necessários 37 votos).

A situação é pior para Guilherme Boulos. O PSol até pode ter sido o partido que mais cresceu nas eleições de São Paulo – de dois vereadores, na próxima gestão terá seis. Entretanto, em conjunto com o PT, só compõe 14 votos favoráveis para uma futura gestão de Boulos.

Com uma bancada desse tamanho, o ativista não teria condições de aprovar nenhum projeto.

É claro que há espaço para negociar. DEM, Podemos, PSD, MDB e PSB estão para jogo, mas Boulos entraria em campo em desvantagem.

 

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