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Brasil

CNJ faz inspeção em gabinetes de 8 magistrados suspeitos de corrupção

São oito desembargadores e uma juíza do Rio; segundo portaria, o grupo é acusado de venda de sentenças, principalmente no ramo de transporte

23/08/2021 14:45, atualizado 24/08/2021 14:17
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Reprodução/ PEC-RJ
Fachada do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro

Rio de Janeiro – Três juízes comandados pelo desembargador Carlos Vieira Von Adamek, do Tribunal de Justiça de São Paulo, fazem inspeção em nove gabinetes – oito de desembargadores e um de uma juíza suspeitos de corrupção, no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro – nesta segunda-feira (23/8).

A determinação é da corregedora nacional de Justiça, a ministra Maria Thereza de Assis Moura. Um dos gabinetes alvos é do desembargador Mário Guimarães Neto. Ele foi afastado, em julho, por mais um ano do Tribunal de Justiça em decisão da ministra Maria Isabel Gallotti, do Superior Tribunal de Justiça.

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Neto é acusado pelo Ministério Público Federal (MPF) de ter recebido R$ 6 milhões para beneficiar empresários de ônibus em sentenças judiciais. Ele consta em delação premiada de Lélis Teixeira, ex-presidente da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), e teria dado decisões favoráveis aos empresários de ônibus em mais de 40 processos.

A defesa do desembargador nega as acusações. Outro empresário de ônibus, José Carlos Lavouras revelou em delação premiada que gastou R$ 11 milhões em propinas pagas a magistrados. Pela portaria do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), as inspeções ocorrem nesta segunda-feira (23/8) e na terça-feira (24/8).