Correios admitem risco de não pagar 13º após reunião no TST

Em audiência de conciliação, a estatal disse não ter recursos para pagar o 13º de trabalhadores, que deve ser quitado na próxima 6ª (19/12)

atualizado

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Foto de fachada de agência dos Correios
1 de 1 Foto de fachada de agência dos Correios - Foto: Divulgação/Correios

A direção dos Correios informou, em audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST) que, diante da situação financeira da empresa, não há hoje recursos suficientes assegurados para garantir o pagamento do 13º salário dos empregados.

A afirmação, feita por representantes da estatal durante a reunião com federações e sindicatos, acendeu o alerta entre trabalhadores e sindicatos, que classificaram a proposta apresentada como insuficiente e mantiveram o indicativo de paralisação.

Segundo a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect), a proposta oficial dos Correios passou pela manutenção do Acordo Coletivo até fevereiro de 2026 sem pagamento do chamado “ticket extra”, sem reposição da inflação e sem previsão de reajuste salarial, um pacote que a entidade considerou “frustrante” e incompatível com as perdas acumuladas pela categoria nos últimos anos.

Com isso, a federação mantém o indicativo de greve para o dia 16 de dezembro.

A estatal tem buscado soluções em duas frentes, a possibilidade de aporte direto do Tesouro e a contratação de um empréstimo junto a um consórcio bancário.

Já o governo trabalha para viabilizar um crédito emergencial ou uma linha de financiamento, mas as condições exigidas, incluindo garantias e um plano detalhado de reestruturação, ainda não foram totalmente atendidas.

Entenda a situação dos Correios

A crise atual é resultado de um acúmulo de desequilíbrios. Nos últimos anos, os Correios passaram por queda de receitas em segmentos tradicionais, aumento de custos operacionais e perdas logísticas.

O crescimento do e-commerce ajudou parcialmente na demanda, mas não foi suficiente para compensar gargalos estruturais, investimentos não realizados e a expansão da concorrência privada.

Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, as novas empresas de logística pegaram o “filé” e deixaram a estatal “apenas com os ossos”, em referencia aos serviços de entrega no país.

Em nota, a empresa afirmou que está em curso o processo de negociação do Plano de Reestruturação da empresa, bem como do Acordo Coletivo de Trabalho. “Nesse momento, não há suspensão de qualquer obrigação trabalhista. Os Correios seguem tratando o tema com responsabilidade institucional”, disse o comunicado.

Já a Findect reforçou o “seu compromisso com a defesa intransigente dos direitos dos celetistas, com a valorização profissional e com a preservação das conquistas históricas da categoria”.

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