Corpo de Dom Cláudio Hummes é velado na Catedral da Sé, em São Paulo

Ritos fúnebres de Dom Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo, prosseguem até quarta-feira (6/7)

atualizado 05/07/2022 10:23

Dom Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo, morre aos 87 anos. Ele é branco, tem olhos claros e cabelo liso e grisalho. Usa roupa religiosa e olha para a câmera - MetrópolesReprodução/Diocese de Santo André

O corpo do cardeal Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo, é velado na Catedral Metropolitana de São Paulo, a Catedral da Sé, na região central da capital paulista. O religioso morreu na manhã de segunda (4/7) em São Paulo, aos 87 anos, em decorrência de um câncer no pulmão.

A Arquidiocese de São Paulo informa que os ritos fúnebres prosseguem até quarta-feira (6/7), na Catedral da Sé, quando haverá a missa de encomendação, às 10h, seguida de sepultamento, na Cripta da Catedral da Sé.

Dom Cláudio entrou para a vida religiosa na Ordem Franciscana dos Frades Menores, e recebeu ordenação sacerdotal em 1958 e a ordenação episcopal em 1975. Muito ligado ao papa Francisco, Hummes foi quem ajudou a escolher o nome do pontífice.

O papa relatou que Hummes estava ao seu lado, no Conclave, no momento da escolha. “Quando a coisa ficou mais ‘perigosa’, ele me confortava; quando os votos chegaram a dois terços, ocasião em que há o aplauso habitual porque o papa é eleito, ele me abraçou, me beijou e disse: ‘Não se esqueça dos pobres’”, descreveu Francisco em entrevista à imprensa, em 2013.

Trajetória

Nascido em 8 de agosto de 1934, em Montenegro (RS), dedicou-se à vida na Igreja desde os 17 anos de idade. Foi bispo diocesano de Santo André (SP), e arcebispo de Fortaleza e de São Paulo. Dom Cláudio tinha doutorado em filosofia, com especialização em ecumenismo no Bossey Institute em Genebra; atuou como professor, teólogo, reitor e bispo.

Hummes ocupou a função de presidente da Comissão Episcopal para a Amazônia, da CNBB, e da recém-criada Conferência Eclesial da Amazônia (CEAMA). O clérigo também dedicou-se à causa da população em situação de vulnerabilidade, como operários malpagos e vítimas das mudanças climáticas.

Em 2019, no Sínodo da Amazônia, em Roma, Dom Cláudio defendeu a demarcação de terras indígenas.

“Nós sabemos que, para os indígenas, isso é fundamental. Também as reservas geograficamente delimitadas são importantíssimas para a preservação da Amazônia”, declarou em coletiva de imprensa na época.

Ritos fúnebres:

Terça-feira (5/7)

Missas às 6h, 8h, 10h, 12h, 14h, 16h, 18h e 20h.

Quarta-feira (6/7)
Missas às 6h, 8h, e 10h, seguidas do sepultamento.

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