COP30 começa com desafios de transição energética e subsídio climático

A COP30, em Belém, tem como principal objetivo seguir o Acordo de Paris, que visa limitar o aumento da temperatura global a 1,5°C

atualizado

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Lula na COP30 - Metrópoles
1 de 1 Lula na COP30 - Metrópoles - Foto: Reprodução/Gov.br

Belém  O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou a atenção, na abertura da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), em Belém (PA), nesta segunda-feira (10/11), para as tragédias climáticas no mundo. “A mudança do clima é uma tragédia do presente”, afirmou, citando a passagem recente de tufões e furacões no Paraná, Caribe e Filipinas.

Veja a íntegra da abertura aqui:

“A mudança do clima já não é uma ameaça do futuro, mas uma tragédia do presente. O furacão Melissa, que fustigou o Caribe, e o tornado que atingiu o estado do Paraná, no sul do Brasil, deixaram mortos, deixando um rastro de destruições. Das secas e enchentes na África e Europa, às enchentes da América do Sul e Sudeste Asiático, o aumento da temperatura global espalha dor e sofrimento, especialmente entre as populações mais vulneráveis”, destacou Lula.

Lula também celebrou todos os envolvidos na COP30. “Parabéns por darem a todos nós esta lição de civilidade, de grandeza humana… Provando que, se os homens que fazem guerra tivessem nesta COP, perceberiam que é mais barato colocar US$ 1,3 trilhão para acabar com o problema climático do que colocar US$ 2,7 trilhão para fazer guerra como fizeram no ano passado”, disse, em alusão à não participação dos Estados Unidos no evento.

A COP 30 começou com discurso de Mukhtar Babayev, presidente da COP29, do Azerbaijão. “Os países precisam estar de acordo com a adaptação e a mitigação. Finanças públicas são a espinha dorsal do processo. Não podemos ficar apenas confiando nos doadores, precisamos confiar no mutirão. Esta abordagem inspirou o caminho de Baku a Belém. A marca de US$ 1,3 bilhão é, sim, possível”, afirmou.

Em seguida, tomou a palavra o presidente da COP 30, André Corrêa Lago.

“Para o combate às mudanças do clima, o multilateralismo é o caminho”, ressaltou. “Sou formado numa tradição de defesa dos interesses de um país, como todos que estão aqui. A questão da urgência é o elemento adicional. Nós somos lembrados, com grande tristeza, como por exemplo esta semana no Paraná, ou nas Filipinas ou na Jamaica, de que temos uma responsabilidade imensa.”

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Presidente da COP 30, André Corrêa Lago
Presidente da COP 30, André Corrêa Lago, e presidente da COP29, do Azerbaijão
Abertura da COP30, em Belém
Fafá de Belém na COP30
Chefe do Clima da ONU, Simon Stiell, na COP30
Lula e Janja na COP30
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Lula e Janja na COP30

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Presidente da COP 30, André Corrêa Lago
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Presidente da COP 30, André Corrêa Lago

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Presidente da COP 30, André Corrêa Lago, e presidente da COP29, do Azerbaijão
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Presidente da COP 30, André Corrêa Lago, e presidente da COP29, do Azerbaijão

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Abertura da COP30, em Belém

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Fafá de Belém na COP30
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Fafá de Belém na COP30

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Chefe do Clima da ONU, Simon Stiell, na COP30
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Chefe do Clima da ONU, Simon Stiell, na COP30

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Apresentação indígena na COP30
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Apresentação indígena na COP30

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O chefe do Clima da ONU, Simon Stiell, defendeu duplicação da eficiência energética. “Já concordamos em mobilizar pelo menos R$ 1,3 trilhão com a liderança dos países desenvolvidos”, reforçou.

 A COP30

A COP30 segue até 21/11, com a expectativa de estabelecer mecanismos de financiamento climático e de transição energética, além de superar problemas logísticos e estruturais do evento predecessor, a Cúpula do Clima, também na capital paraense.

A COP30 tem como principal objetivo seguir o Acordo de Paris, que visa limitar o aumento da temperatura global a 1,5°C. Os países, então apresentarão e discutirão suas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), um espécie de compromisso para reduzir emissões de gases de efeito estufa e se adaptar aos impactos das mudanças climáticas.

André Corrêa do Lago cobrou no sábado as nações que não apresentaram seus planos de contribuição para combater a mudança climática. Ainda há países, como a China, que revelaram metas nada ambiciosas.

O Brasil trata a COP30 como “a COP da verdade”, onde serão discutidos os mecanismos para atingir a meta de US$ 1,3 trilhão para financiamento climático até 2035. Esse objetivo foi traçado na COP de Baku, no Azerbaijão, com amplo apoio. Nesse contexto entra o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Cúpula do Clima.

O mecanismo prevê recompensa financeira aos países em desenvolvimento que conservem os biomas, que são importantes para a mitigação das mudanças climáticas. É uma maneira de tornar a manutenção desse tipo de bioma mais atrativo financeiramente que a sua exploração predatória com desmatamento.

A Cúpula foi encerrada com um saldo de US$ 5,5 bilhões aportados no TFFF. A Noruega prometeu quase US$ 3 bilhões, a serem investidos nos próximos 10 anos; a França indicou aporte de US$ 577 milhões em cinco anos; e, antes mesmo da Cúpula, Brasil e Indonésia firmaram compromissos de colocar US$ 1 bilhão cada; Portugal anunciou aporte de US$ 1 milhão.

A Alemanha indicou que anunciaria sua participação na cúpula, mas o primeiro-ministro Friedrich Merz afirmou a Lula que não poderia se comprometer com valores. O episódio frustrou o governo. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, afirmou que espera a determinação da contribuição de Berlim até o fim da COP30.

Perrengues

Espera-se agora, que, durante a COP30, os problemas apresentados na Cúpula dos Líderes sejam sanados. Como mostrou o Metrópoles, o evento foi aberto com obras inacabadas, falhas técnicas na infraestrutura e comida sendo vendida a preços nada modestos, pessoas tropeçando no carpete, que ainda está sendo colado ao chão de madeira da área de circulação. Várias salas e ambientes estavam sendo montados.

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