COP30: ao todo, 21 pessoas precisaram de atendimento após incêndio
Atendidos apresentaram sintomas de inalação de fumaça e duas passaram por crises de ansiedade; não houve feridos por queimaduras

De acordo com o Centro Integrado de Operações Conjuntas da Saúde (Ciocs), responsável pelo monitoramento e organização da assistência durante a COP30, 21 pessoas precisaram de atendimento médico após um incêndio atingir a Blue Zone do evento, destinada às negociações oficiais, na tarde desta quinta-feira (20/11).
Do total de atendidos, 19 apresentaram sintomas de inalação de fumaça e duas passaram por crises de ansiedade. Não há registros de feridos por queimaduras, de acordo com o Ciocs.
Até a publicação desta reportagem, 12 pessoas já haviam recebido alta. Os demais seguiam em observação em unidades de saúde de Belém e em um centro de referência.
COP30
- A primeira semana da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30) ocorre em Belém (PA) desde o dia 10 de novembro.
- Entre adaptação climática, financiamento, transição justa e o delicado debate sobre combustíveis fósseis, o clima é de cautela.
- O Brasil considera a COP30 como “a COP da verdade”, na qual serão discutidos os mecanismos para alcançar a meta de US$ 1,3 trilhão em financiamento climático até 2035.
O incêndio atingiu o pavilhão dos países por volta das 14h20. Informações preliminares indicam que houve um curto-circuito, e o sistema elétrico do local foi desligado.
Um participante da COP, Marcelo Rocha, relatou, ao Metrópoles, que estava entre o pavilhão da África e o Climate Live – Entertainment and Culture quando a energia caiu e o fogo começou a subir. Segundo relatos, as pessoas começaram a correr para deixar o local.
Imagens que circularam nas redes sociais mostravam as chamas se espalhando pela área do pavilhão, enquanto os participantes tentavam se afastar da zona de perigo.

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Ver todasEm entrevista à imprensa, o ministro do Turismo Celso Sabino afirmou que, apesar do susto, o incidente não vai comprometer a realização da COP30.
“Estamos com milhares de pessoas aqui e é procedimento padrão evacuar uma área nessas situações. A organização vai decidir se as negociações poderão ser retomadas ainda nesta quinta-feira ou se será necessário esperar até a sexta-feira”, disse Sabino, tranquilizando a todos sobre o protocolo de segurança adotado durante o evento.
O ministro também fez questão de ressaltar que eventos de grande porte como a COP30 podem enfrentar imprevistos dessa natureza. “Não é porque é em Belém. Esse princípio de incêndio poderia ocorrer em qualquer lugar do mundo. A população de Belém já está cansada de enfrentar preconceitos, e isso não pode ser usado para diminuir a seriedade do evento”, completou Sabino, defendendo o trabalho das autoridades locais.
Embora o incêndio tenha sido controlado rapidamente, a ocorrência gerou cobertura midiática mundial, que destacou a tensão no local.
A expectativa agora recai sobre a possibilidade de retomada das atividades da COP30, com as autoridades prometendo novas informações sobre o andamento das negociações e a segurança do evento.












