Contas do governo têm déficit de R$ 16,8 bi em agosto

Mansueto Almeida disse que rombo acumulado no ano, de R$ 52 bi, é positivo, mas afirmou que "a situação permanece ruim"

MICHAEL MELO/METRÓPOLESMICHAEL MELO/METRÓPOLES

atualizado 27/09/2019 12:53

O caixa do governo central registrou rombo de R$ 16,852 bilhões em agosto. Embora negativo, é o melhor desempenho para o mês desde 2017 na série histórica, iniciada em 1997. O resultado reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central. Em agosto de 2018, o resultado havia ficado no vermelho em R$ 19,657 bilhões.

Se as despesas do governo superam as receitas com impostos e contribuições, o resultado é deficitário. Quando acontece o contrário, há superávit. O conceito primário não engloba os gastos com juros da dívida pública.

De janeiro a agosto, foi registrado déficit de R$ 52,124 bilhões. Em igual período do ano passado, esse mesmo resultado era negativo em R$ 58,739 bilhões.

Em 12 meses, o governo central apresenta um déficit de R$ 115,2 bilhões – equivalente a 1,61% do PIB. Para este ano, a meta fiscal admite um déficit de até R$ 139 bilhões nas contas do governo central.

O secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, avaliou que o resultado primário menor no acumulado do ano em comparação com o mesmo período de 2018 é positivo, sobretudo porque o governo teve receitas extras em 2018, como a venda do fundo soberano.

“É uma notícia positiva, mas com cuidado. Enquanto o país tiver déficit não dá para comemorar nada. Esse é o sétimo ano seguido de déficit primário. A situação permanece ruim e ainda temos um ajuste fiscal a ser feito”, afirmou.

Mansueto voltou a estimar que o resultado primário deste ano será de R$ 15 bilhões a R$ 20 bilhões melhor que a meta de déficit de R$ 139 bilhões, devido ao empoçamento de despesas nos ministérios e ao impacto financeiro de algumas despesas apenas em janeiro de 2020.

“Mesmo com a liberação de parte do Orçamento que estava contingenciado, não significa que esses recursos serão integralmente gastos pelos ministérios”, completou.

Receitas
O resultado de agosto representa queda real de 1,3% nas receitas em relação a igual mês do ano passado. As despesas tiveram queda real de 4,3%. No ano, as receitas do governo central subiram 0,8% ante igual período de 2018, enquanto as despesas caíram 1,3% na mesma base de comparação.

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