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- Foto: Reprodução
Rio de Janeiro – Um dos participantes do espancamento que matou o congolês Moïse Kabamgabe, de 24 anos, em um quiosque da Barra daTijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, é o lutador de jiu-jítsu Brendon Alexander Luz da Silva, conhecido como Tota, de 21 anos.
O agressor, que está em prisão cautelar no Presídio de Benfica junto com Fábio Pirineus e Aleson Cristiano, afirmou que está com a “consciência tranquila”.
Em seu depoimento, conseguido pelo G1, Brendon afirma ter amarrado as mãos e pés do congolês para que ele (Brendon) não fosse perseguido depois.
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O congolês Moïse Mugenyi Kabagambe, de 24 anos, foi morto na segunda-feira (24/1), próximo a um quiosque na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro
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Para escapar da violência e da fome no Congo, Moïse se mudou para o Rio de Janeiro em fevereiro de 2011, quando ainda era criança. Três anos depois, a mãe também passou a viver na capital fluminense
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Moïse trabalhava como garçom, servindo mesas na praia, e recebia por diárias, em quiosque próximo ao Posto 8 da praia da Barra, na zona oeste da capital
Arquivo Pessoal
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Moïse Kabagambe foi morto a pauladas, no final de janeiro, no quiosque onde trabalhava na Barra da Tijuca
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Imagens da câmera de segurança do estabelecimento mostram Moïse conversando com funcionários do quiosque. Em determinado momento, os ânimos se acirraram, e um dos homens pega um pedaço de madeira. Moïse tenta se defender com uma cadeira
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O homem que ameaçou Moïse deixou o local e, momentos depois, retornou com outras cinco pessoas, que amarraram os pés e as mãos do rapaz, e o espancaram até a morte
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Segundo testemunhas, o jovem foi agredido por, pelo menos, 15 minutos. Pedaços de madeira e um taco de beisebol foram usados para desferir os golpes contra ele. Policiais encontraram o corpo de Moïse, amarrado e já sem vida, em uma escada
Arquivo Pessoal
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Familiares do congolês só souberam da morte quase 12h depois do crime, na terça-feira (25/1). O jovem foi enterrado no Cemitério de Irajá, na zona norte da cidade
Reprodução/TV Globo
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Os familiares também atribuem o crime ao racismo e à xenofobia, que é o preconceito contra estrangeiros. Além disso, eles denunciaram que, quando foram retirar o corpo do jovem no Instituto Médico-Legal (IML), a vítima estaria sem os órgãos
Reprodução/TV Globo
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Perícia realizada pelo IML indicou que Moïse tinha várias "áreas hemorrágicas de contusão" e também vestígios de broncoaspiração de sangue. Testemunhas afirmaram que a vítima implorou para que não o matassem
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Até o momento, oito pessoas já foram ouvidas por agentes da Polícia Civil. Segundo a família, cinco investigados estavam envolvidos no assassinato de Moïse
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Na terça-feira (1º/2), um dos funcionários do quiosque se apresentou na delegacia e confessou ser um dos agressores. Segundo ele, os suspeitos tentaram evitar que o trabalhador agredisse um idoso, mas ninguém devia salário para a vítima
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Em nota ao Metrópoles, a Polícia Civil afirma que periciou o local e analisou imagens de câmeras de segurança. As diligências estão em andamento para identificar os autores
Reprodução
As imagens de uma câmera de segurança do quiosque mostram que Brendon derrubou e imobilizou Moïse por vários minutos, no dia 24 de janeiro. Segundo o agressor, a briga começou em uma tentativa de defender o funcionário do quiosque, conhecido como Baixinho.
Moïse para de respirar
O lutador segue o relato dizendo que, ao retornar para o quiosque, um cliente informou que Moïse não estava respirando. De acordo com ele, nesse momento, desamarrou o congolês e tentou reanimá-lo.
Sem reação por parte de Moïse, Brendon afirma ter jogado água nos pulsos do congolês e tentado uma nova reanimação. Ele conta também que outro agressor, de apelido Belo, chamou uma ambulância, e diz que, somente no dia seguinte, teria descoberto a morte da vítima.
Barraca de PM
Brendon também contou à polícia que trabalha há cinco meses na Barraca do Juninho, também na praia da Barra. Segundo ele, o estabelecimento pertence ao cabo da Polícia Militar Alauir Mattos de Faria.
O agressor contou que só conhecia Moïse de vista, mas nunca haviam se falado. No dia do assassinato, em 24 de janeiro, Brendon afirma que estava no quiosque Biruta, ao lado do Tropicalia, e que ouviu uma confusão.
Ele diz ter visto Moïse “metendo a mão no cooler” do quiosque ao lado e que tentou evitar. Na sequência, que é possível ver nas imagens divulgadas, ele derruba Moïse, que passa a receber pauladas dos outros agressores.
O congolês levou ao menos 30 golpes com taco de madeira. Fábio Pirineus, Aleson Cristiano e Brendon Silva negaram em seus depoimentos à polícia que a intenção deles fosse matar.