Condenado pela morte do radialista Valério Luiz é preso em Portugal
A morte do jornalista Valério Luiz foi encomendada após ele tecer comentários contra um dos dirigentes do Atlético Goianiense
atualizado
Compartilhar notícia

Goiânia – Condenado a 14 anos de prisão pelo envolvimento na morte do jornalista e radialista esportivo Valério Luiz, Marcus Vinícius Pereira Xavier, conhecido como “açougueiro”, foi preso em Portugal. O homem estava foragido há mais de um ano, e a informação da prisão foi divulgada nessa quarta-feira (14/1).
Ele foi localizado pela Polícia Judiciária na cidade de Caldas da Rainha, no âmbito de cumprimento de mandado de prisão internacional.
Caso Valério Luiz
- De acordo com o inquérito, o homicídio do jornalista e radialista esportivo Valério Luiz foi encomendado após ele tecer comentários contra um dos dirigentes do Atlético Goianiense.
- Marcus, que tinha um açougue no bairro Parque Amazonas e mantinha contato com os envolvidos, foi responsável por fornecer a motocicleta, a roupa e o capacete usados no ataque ocorrido nas proximidades da Rádio Jornal 820 AM, em Goiânia, onde Valério trabalhava.
- Ele teria sido o responsável pela logística dos materiais usados no crime e, após o ocorrido, descartou os objetos utilizados na ação.
- Valério Luiz foi morto com diversos disparos enquanto dirigia seu veículo, em junho de 2012. Pela autoria do crime, Marcus foi condenado a 14 anos de prisão, mas permaneceu foragido desde então.
- Além do “açougueiro”, foram condenados o empresário e ex-presidente do Atlético Goianiense Maurício Borges Sampaio (16 anos de prisão), Ademá Figuerêdo Aguiar Filho (16 anos de prisão) e Urbano de Carvalho Malta (14 anos de prisão).
Situação regular em Portugal
Após ser localizado, Marcus Vinícius foi detido pela Polícia Judiciária e será apresentado ao Tribunal da Relação de Coimbra, que deverá analisar as medidas de coação e o processo de extradição para o Brasil.
Ele vive em situação regular no país europeu e trabalhava na construção civil. O homem era procurado pela Interpol desde novembro de 2024, após ter o mandado de prisão expedido pelo Tribunal de Justiça de Goiás (TJ).
As autoridades brasileiras seguem mantendo a cooperação internacional para garantir que o condenado responda pelo crime em território nacional.
