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Brasil

Como será a estátua maior que o Cristo Redentor em Aparecida

A imagem terá cerca de 50 metros de altura, 12 a mais do que o famoso monumento do Rio; ainda não há previsão de inauguração

27/03/2022 02:00, atualizado 27/03/2022 10:07
Reprodução/Prefeitura Aparecida
Como será a estátua maior que o Cristo Redentor em Aparecida

São Paulo – O município de Aparecida, no interior paulista, deve ganhar em breve uma nova atração religiosa. Trata-se de uma estátua de Nossa Senhora Aparecida, maior que o Cristo Redentor. A imagem exibirá cerca de 50 metros de altura, 12 a mais do que o famoso monumento do Rio. 

Ainda não há previsão para inauguração, mas, assim que montada, promete chamar a atenção. Quem chegar ao munícipio vindo de São Paulo ou do Rio conseguirá avistar a imagem a distância, pois ficará à margem da Rodovia Presidente Dutra, em uma alça viária de saída da cidade, no bairro de Itaguaçu. Confira fotos:

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11 imagens
Monumento de Aparecida terá 50 metros de altura
Parte da estrutura
Monumento de Nossa Senhora Aparecida
A estrutura passará por restauro
Após 5 anos parada, Justiça autorizou instalação da imagem
Imagem de Nossa Senhora ainda está desmontada
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Imagem de Nossa Senhora ainda está desmontada

Reprodução/Prefeitura Aparecida
Monumento de Aparecida terá 50 metros de altura
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Monumento de Aparecida terá 50 metros de altura

Reprodução/Prefeitura Aparecida
Parte da estrutura
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Parte da estrutura

Monumento de Nossa Senhora Aparecida
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Monumento de Nossa Senhora Aparecida

Reprodução/Prefeitura Aparecida
A estrutura passará por restauro
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A estrutura passará por restauro

Reprodução/Prefeitura Aparecida
Após 5 anos parada, Justiça autorizou instalação da imagem
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Após 5 anos parada, Justiça autorizou instalação da imagem

Reprodução/Prefeitura Aparecida
A obra foi doada em 2017
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A obra foi doada em 2017

Estrutura já está no local em que será erguida a imagem
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Estrutura já está no local em que será erguida a imagem

Monumento será visto da Rodovia Presidente Dutra
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Monumento será visto da Rodovia Presidente Dutra

Reprodução/Prefeitura Aparecida
Estrutura do monumento
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Estrutura do monumento

Reprodução/Prefeitura Aparecida
O monumento foi pichado e apresenta pontos de ferrugem
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O monumento foi pichado e apresenta pontos de ferrugem

A estátua foi doada em 2017 pelo escultor Gilmar Pinna, mas enfrentou problemas na Justiça para ser levantada. A estrutura de aço inoxidável precisará ser restaurada devido a pichações e à ferrugem causada pelo tempo parada. 

De acordo com o prefeito, Luiz Carlos de Siqueira, em entrevista ao Metrópoles, o município busca uma colaboração para continuar com o projeto. Segundo ele, a gratuidade ou não da visita ao local dependerá dessa parceria público-privada. 

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A expectativa é de que a imagem ajude ainda mais o turismo religioso no município, conhecido por sua enorme basílica. “Recebemos de 12 a 13 milhões de peregrinos ao ano. Depois de pronto o monumento, a expectativa é de que milhões de brasileiros visitem o espaço”, planeja Siqueira.

Disputa judicial 

A obra acabou paralisada em 2019 após ser barrada pela Justiça. A Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos (Atea) entrou com uma ação questionando a construção do monumento religioso. Na ação, foi alegado o uso de terrenos públicos doados pela municipalidade e recursos públicos para promover figura religiosa.

Na época, a juíza Luciene Bela Ferreira Allemand acatou o pedido e proibiu a instalação. “Não se pode permitir a subvenção de uma religião específica pelo Poder Público, tampouco que as verbas públicas sejam utilizadas para construção de obras religiosas quando existentes outras destinações de suma importância, em evidente a má utilização dos recursos públicos”, determinou a juíza.

Após quase cinco anos em tramitação, a iniciativa acabou autorizada pela Justiça de São Paulo em março deste ano. Segundo a nova decisão, o município de Aparecida é um local com forte turismo religioso e o ponto fomentaria a economia da cidade. 

O prefeito comemorou a decisão. “Aparecida é a capital mariana do Brasil, e essa decisão do tribunal veio reconhecer o sentimento de religiosidade do povo brasileiro”, afirma.