Comissão aprova moção de aplausos para ex-PF que prendeu Lula em 2018
Comissão de Segurança Pública concedeu a homenagem a Danilo Campetti (Republicanos), atual deputado estadual em SP aliado de Tarcísio
atualizado
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A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (24/03), uma moção de aplausos ao ex-policial federal e deputado estadual de São Paulo, Danilo Campetti (Republicanos), pelos “relevantes serviços prestados no exercício da atividade policial” pela atuação na condução coercitiva e posterior prisão do então ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 2018, durante a Operação Lava Jato.
Apresentado pelo deputado bolsonarista Paulo Bilynskyj (PL-SP, na foto em destaque), o requerimento cita uma “trajetória profissional pautada pela disciplina, coragem e compromisso com a legalidade” e diz que “a atuação de agentes públicos comprometidos, como Danilo Campetti, foi essencial para o êxito das medidas judiciais e investigativas adotadas” na Lava Jato.
Nas eleições de 2022, Campetti tentou uma das vagas na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), mas não se elegeu e ficou como suplente, assumindo o mandato em 2024. Antes, foi assessor do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e chegou a ser afastado da PF sob suspeita de ter trabalhado de forma irregular na campanha.
Anos antes, o então agente também atuou na equipe de segurança da campanha de Jair Bolsonaro (PL).
Investigação e afastamento por ação durante a campanha
O processo disciplinar movido contra Campetti destina-se a apurar a conduta do agente no dia do tiroteio em Paraisópolis, que terminou com um suspeito morto. Um policial militar foi responsabilizado pela morte, classificada como decorrente de confronto após investigação.
No dia do tiroteio, durante a campanha no segundo turno, Campetti sacou sua arma na hora dos disparos e, depois, identificou-se para os policiais militares que atenderam a ocorrência mostrando seu distintivo. Segundo pessoas próximas ao policial ouvidas pelo Metrópoles na época, ele afirma que estava de folga, o que não impediria sua presença ali, e que só fez uso de arma e distintivo, objetos da PF, diante da ameaça.
O procedimento que determinou seu afastamento apura se Campetti estaria no evento atuando politicamente a favor de Tarcísio e se ele tinha objetivos políticos ao usar sua arma e distintivo a favor do então candidato ao governo.
