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Com Sabino no governo, Caiado defende expulsão: “Imoralidade ímpar”

Governador de Goiás é pré-candidato à Presidência, e tenta tornar o partido uma sigla de oposição “puro sangue” contra o governo Lula

atualizado

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Vinícius Schmidt/Metrópoles
Caiado quer comissão do Congresso para negociar tarifas com Trump
1 de 1 Caiado quer comissão do Congresso para negociar tarifas com Trump - Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, defendeu nesta quarta-feira (8/10) os processos disciplinares abertos pelo União Brasil contra o ministro do Turismo, Celso Sabino. Visando ganhar espaço na direita para impulsionar sua pré-candidatura à Presidência, o goiano afirmou que a permanência do correligionário no governo é uma “imoralidade ímpar”.

“Como ele quer ficar no governo, num partido que faz oposição, e manter as regalias do partido? Ele não pode fazer do seu projeto pessoal algo acima das regras partidárias. A executiva do partido já deliberou sobre o assunto. Não dá para ser soldado de Lula e do União Brasil”, afirmou Caiado.

O governador deu a declaração ao chegar na sede nacional do União Brasil, em Brasília. Como mostrou o Metrópoles, a executiva da sigla analisa dois processos disciplinares. Um de intervenção no diretório do Pará, comandado por Sabino, e outro que pode resultar no afastamento do ministro das atividades partidárias e até na sua expulsão da legenda.

Quando chegou para a reunião, Sabino declarou: “Fico. Tenho a confiança do presidente Lula, e pretendo continuar os trabalhos que venho desenvolvendo no Ministério do Turismo, com apoio de boa parte da bancada”.

Rompimento com Lula

O União Brasil anunciou uma federação com o PP. Dessa forma, os partidos passarão a funcionar como um só partido pelos próximos quatro anos. O objetivo da aliança é o lançamento de um candidato de direita em 2026, para concorrer contra Lula. Nesse sentido, a exigência de rompimento com o governo foi anunciada como o primeiro passo para a disputa contra o petista.

Mas ambas as legendas ainda possuem alas governistas. A expectativa dos ministros é arregimentar os aliados mais próximos nas suas bancadas, visando reverter a decisão das suas respectivas executivas nacionais. Mas o cenário é difícil.

O presidente do União Brasil, o advogado Antônio de Rueda, tinha dado até 19 de setembro para Sabino abandonar o Ministério do Turismo, sob pena de punição por infidelidade partidária.

Nesta quarta, Sabino discordou do rompimento. “O caminho que o partido adotou não é o certo, é uma decisão açodada. Não resta dúvida que esse [Lula] é o melhor projeto. Eu fico até ano que vem porque pretendo ser candidato ao Senado”.

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