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Brasil

Com Lula e Tebet presentes, Pochmann toma posse no IBGE

Nomeado há 10 dias, economista Márcio Pochmann toma posse oficial no IBGE. Indicação de Lula causou ruído com Simone Tebet

18/08/2023 11:51, atualizado 18/08/2023 13:05
Ricardo Stuckert/PR
Alckmin Lula Pochmann Tebet

Com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, o economista Márcio Pochmann teve, nesta sexta-feira (18/8), a posse oficial como presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Economista de perfil heterodoxo, Pochmann, que é professor da Unicamp, não é bem visto por colegas do campo liberal e sua indicação para o cargo, por Lula, causou uma polêmica que incluiu inclusive a ministra Tebet, comandante da pasta à qual o IBGE é vinculado.

Excluída do processo de indicação de Pochmann, a ministra chegou a demonstrar incômodo nos bastidores, em julho deste ano, mas em público se mostrou fiel ao presidente da República e disse que estava tudo bem.

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Marcio Pochmann, presidente do IBGE.
Reunião de Lula com Pochmann
Marcio Pochmann é alvo de criticas de servidores do IBGE; projeto prevê mandato de 4 anos
O novo presidente do IBGE, Márcio Pochmann
Economista Marcio Pochmann e ministra Simone Tebet
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Economista Marcio Pochmann e ministra Simone Tebet

Davilym Dourado/MPO
Marcio Pochmann, presidente do IBGE.
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Marcio Pochmann, presidente do IBGE.

Divulgação
Reunião de Lula com Pochmann
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Reunião de Lula com Pochmann

Ricardo Stuckert/PR
Marcio Pochmann é alvo de criticas de servidores do IBGE; projeto prevê mandato de 4 anos
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Marcio Pochmann é alvo de criticas de servidores do IBGE; projeto prevê mandato de 4 anos

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O novo presidente do IBGE, Márcio Pochmann
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O novo presidente do IBGE, Márcio Pochmann

Paulo Pinto/Agência PT

Em discurso, Pochmann fez críticas à gestão Jair Bolsonaro (PL): “A recuperação do IBGE é urgente e inadiável, após o vendaval tóxico e destrutivo dos anos recentes, que impuseram a realização do censo demográfico com um atraso do censo de dois anos e com recursos orçamentários de apenas 2/3 do total que havia sido comprometido em termos reais no ano de 2010, último ano do segundo mandato do presidente Lula”.

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Ele ainda citou a não realização de concursos públicos, rebaixamento salarial e “precarização generalizada das condições de trabalho”. Disse que não fosse a atuação dos servidores e colaboradores e a atuação da mídia, encontraríamos uma instituição em plena ruína.

“A partir de 2023, contudo, com a decisiva liderança do presidente Lula, a marcha da insensatez degradante que se abateu sobre o país em todas as dimensões da governança foi interrompida, com a garantia de recursos adicionais ao censo demográfico, ao reajuste inicial das remunerações e a aprovação de concursos para incorporação de novos ibegeanos e ibegeanas.”

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A foto de todos juntos, nesta sexta, faz parte do esforço do governo para sepultar de vez o início de crise.

Pochmann trabalha no IBGE desde que foi nomeado, em 8 de agosto.

Entre 2007 e 2012, o economista ocupou a Presidência do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Ele também participou da equipe de transição de governo após as eleições presidenciais do ano passado.