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Brasil

Com EUA de olho, petista quer criar bancada de defesa das terras raras

Governo dos EUA afirmou que tem interesse nos minerais críticos e estratégicos do Brasil, em especial os de "terras raras"

26/07/2025 14:58, atualizado 26/07/2025 16:06
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
imagem colorida mostra deputado reginaldo lopes - Metrópoles

Após o governo dos Estados Unidos revelar o interesse nos minerais de terras raras do Brasil, o deputado federal Reginaldo Lopes (PT), que é vice-líder do governo Lula, propôs a criação de uma frente parlamentar para defender os minerais críticos e estratégicos do Brasil. A medida foi divulgada pelo parlamentar neste sábado (26/7).

Para o petista, o poder público está atrasado em “tratar com a devida seriedade e prioridade o debate e ações sobre o tema”.

” A Câmara dos Deputados tem função estratégica nesta articulação, principalmente no que se refere a criação de uma legislação eficiente e atualizada sobre uma nova mineração sustentável e soberana. Neste sentido, propus a criação da Frente Parlamentar em Defesa das Terras Raras, Mineirais Críticos e Estratégicos”, escreveu Lopes.

No último dia 23 de julho, o governo Donald Trump voltou a falar sobre o interesse norte-americano no setor mineral brasileiro, com foco nos minerais críticos e estratégicos (MCEs), em especial os de terras raras. Os elementos são fundamentais para a produção de tecnologias de ponta, como chips, baterias e armamentos, assim como para a transição energética.

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A mensagem foi transmitida pelo encarregado de negócios da embaixada dos EUA em Brasília, Gabriel Escobar, durante reunião com representantes do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram).

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O interesse norte-americano nos minerais do Brasil, o país com a segunda maior reserva de terras raras do mundo, surge dias antes da tarifa de 50% sobre exportações de produtos brasileiros para os EUA entrar em vigor. 

A expectativa é de que a medida entre em vigor no próximo dia 1º de agosto, caso as negociações entre Washington e Brasília fracassem.

Ao anunciar a taxa, Donald Trump afirmou que a medida é uma retaliação direta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), acusado de liderar uma organização criminosa que tentou um golpe de Estado em 2022.