Com entraves, PT se reúne para discutir palanques estaduais
Grupo responsável por discutir tática eleitoral da sigla avaliará construções locais
atualizado
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Membros da cúpula nacional do PT vão se reunir na tarde desta segunda-feira (2/1) para tentar definir a composição de chapas estaduais para as eleições deste ano.
O coordenador do grupo de trabalho que discute a tática eleitoral da sigla, deputado José Guimarães (CE), afirmou ao Metrópoles que a expectativa é que divergências sejam discutidas e solucionadas ao longo desta segunda.
Segundo ele, o colegiado deve encaminhar as definições em torno dos nomes que vão disputar governos estaduais pelo PT ou com o apoio da sigla. Também devem ser tratadas as candidaturas da legenda ao Senado.
O PT estabeleceu como uma das prioridades para este ano a eleição de deputados e senadores, escanteando a disputa aos governos estaduais. A orientação da cúpula da sigla é priorizar composições com aliados a fim de fortalecer o palanque de Lula nos estados.
Ao longo dos últimos meses, o grupo responsável por discutir as eleições avaliou que a sigla poderia lançar 8 candidatos a governador — três deles à reeleição. O número de candidaturas ao posto pode ser o menor da história do partido.
Em vez de encabeçar as candidaturas, a direção nacional do PT orientou, no ano passado, que fossem privilegiadas composições em chapas aliadas — em alguns casos, ocupando a candidatura a vice-governador.
Os membros do colegiado tratam como mais avançadas as candidaturas à reeleição de Jerônimo Rodrigues (Bahia), Elmano de Freitas (Ceará) e Rafael Fonteles (Piauí). Além deles, a atual governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, tenta emplacar a candidatura do secretário de Fazenda do estado, Cadu Xavier.
O PT também pode ter candidato próprio, segundo membros do grupo, nas seguintes unidades da Federação:
- Espírito Santo: Helder Salomão, deputado federal por três mandatos;
- Rio Grande do Sul: Edegar Pretto, presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e derrotado nas eleições ao Palácio Piratini em 2022;
- Distrito Federal: Leandro Grass, candidato ao GDF em 2022, pelo PV, derrotado no primeiro turno por Ibaneis Rocha (MDB).
Em definição
Quatro estados, no entanto, ainda aguardam definições internas. Os dois principais são São Paulo e Minas Gerais.
O grupo eleitoral do PT defende a candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao governo paulista. Haddad tem rechaçado a possibilidade. Dentro da sigla, há a expectativa de que ele seja convencido por Lula a disputar o posto.
Em Minas, o presidente Lula já afirmou reiteradas vezes que gostaria de ver o senador Rodrigo Pacheco (PSD) disputando o Palácio da Liberdade. O parlamentar também tem demonstrado resistência, e alas do diretório local da sigla têm defendido lançar um nome próprio.
No Mato Grosso do Sul, Fábio Trad foi lançado pela direção local como pré-candidato a governador. No entanto, dirigentes nacionais avaliam que, sem a participação da ministra do Planejamento, Simone Tebet (MDB), no palanque, o nome pode enfrentar dificuldades.
Uma ala do PT local defende romper um acordo com o atual governador do Maranhão, Carlos Brandão (sem partido), e lançar o vice-governador Felipe Camarão (PT) como candidato ao governo estadual. Internamente, dirigentes petistas defendem uma construção que evite divisão no estado.
Diretriz da direção
Em dezembro do ano passado, a direção nacional do PT aprovou uma resolução para guiar as negociações políticas e eleitorais em 2026.
O texto coloca a reeleição de Lula como prioridade máxima da sigla e afirma que há “urgência de eleger uma nova correlação de forças no Legislativo”.
O partido exige a “construção de chapas competitivas para as assembleias legislativas, Câmara Federal e, sobretudo, para o Senado, em que cada cadeira será decisiva para garantir governabilidade”.
O PT avalia como “fundamental” a reunião de palanques “fortes e amplos nos estados” para “sustentar a campanha de Lula”.
“O Senado, em particular, deve ser tratado como prioridade, uma vez que sua composição será determinante para a aprovação de reformas estratégicas, tornando imprescindível que o PT dispute com força essas vagas em cada estado, integrando a tática nacional com a dinâmica local de alianças e mobilização social”, diz o documento.
















