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Eleições 2026Brasil

Com encontros fechados, Lula e Flávio disputam atenção de empresas e bancos

Presidente recebeu nomes do mercado nessa segunda (31/8) em Brasília; Flávio reuniu banqueiros e empresários na quinta (27/8) em São Paulo

01/09/2026 04:30
Carla Sena/ Arte Metrópoles
Lula x Flávio Bolsonaro, em montagem -- Metrópoles

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu nessa segunda-feira (31/8) alguns dos principais empresários e banqueiros do país em um jantar fechado no Palácio da Alvorada.

O movimento se deu quatro dias depois de o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu principal adversário na disputa presidencial, também reunir a portas fechadas representantes do mercado financeiro e de grandes empresas em São Paulo.

O radar das duas campanhas está acionado no sentido de ganhar as atenções do setor produtivo.

No caso de Lula, dezesseis representantes do setor empresarial foram convidados. O presidente também levou para a conversa nomes da equipe econômica, dirigentes dos principais bancos públicos e o presidente do PT, Edinho Silva.

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A intenção era de ampliar o diálogo com um setor em que o petista enfrenta resistência e cobranças, sobretudo em relação ao controle das contas públicas.

A aproximação tem também um componente eleitoral. Lula precisa melhorar seu desempenho entre os eleitores de maior renda, segmento no qual Flávio leva vantagem conforme as pesquisas mais recentes.

Levantamento BTG/Nexus divulgado em 24 de agosto mostra que, em um eventual segundo turno, Flávio lidera entre os eleitores com renda familiar de dois a cinco salários mínimos, por 49% a 42%, e entre aqueles que recebem mais de cinco salários mínimos, por 53% a 41%.

Lula, por outro lado, mantém vantagem nas faixas de renda mais baixas.

Isso não significa que empresários representem diretamente todo esse eleitorado, mas ajuda a explicar por que a interlocução com o setor ganhou espaço nas estratégias das duas campanhas.

Além do peso econômico, dirigentes de bancos e grandes companhias participam do debate sobre temas que devem ocupar a eleição, como dívida pública, juros, regras fiscais, investimentos e crescimento econômico.

A campanha de Lula tenta reduzir a resistência existente nesse ambiente, enquanto Flávio busca se apresentar como uma alternativa confiável para o mercado.

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Lula recebe empresários e banqueiros no Palácio da Alvorada, em Brasília
Lula recebe banqueiros e empresários
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Lula recebe empresários e banqueiros no Palácio da Alvorada, em Brasília, nesta segunda-feira (31)
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Lula recebe empresários e banqueiros no Palácio da Alvorada

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
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Lula recebe banqueiros e empresários

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Veja quem participou do jantar com Lula:

  • Geraldo Alckmin, vice-presidente da República;
  • Dario Durigan, ministro da Fazenda;
  • Márcio Elias Rosa, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços;
  • Bruno Moretti, ministro do Planejamento e Orçamento;
  • Aloizio Mercadante, presidente do BNDES;
  • Tarciana Medeiros, presidente do Banco do Brasil;
  • Carlos Vieira, presidente da Caixa Econômica Federal;
  • Edinho Silva, presidente do PT;
  • Josué Gomes, da Coteminas;
  • André Esteves, do BTG Pactual;
  • Luiz Carlos Trabuco Cappi, do Bradesco;
  • Rubens Ometto Silveira Mello, da Cosan;
  • Joesley Batista, da JBS;
  • José Seripieri Filho, da Amil;
  • Henrique Constantino, da Gol Linhas Aéreas;
  • André Gerdau Johannpeter, da Gerdau;
  • Rubens Menin, da MRV Engenharia;
  • Eraí Maggi, do Grupo Bom Futuro;
  • Fábio Ermírio de Moraes, da Votorantim Cimentos;
  • José Luís Cutrale Júnior, da Cutrale;
  • Chaim Zaher, do Grupo SEB;
  • Roberto Setúbal, do Itaú Unibanco;
  • João Alves de Queiroz Filho, da Hypera Pharma;
  • Ricardo Lacerda, da BR Partners.

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Investida de Flávio

Flávio fez sua investida mais recente na quinta-feira (27/8).

Pela manhã, encontrou executivos do alto escalão do Bradesco, em Osasco. À noite, participou de um jantar fechado na casa de Marcelo Kayath, sócio da QMS Capital e ex-diretor do Credit Suisse, no Itaim Bibi, em São Paulo.

O senador estava acompanhado de Daniella Marques, responsável pela área econômica da campanha e ex-presidente da Caixa Econômica Federal no governo de Jair Bolsonaro.

Ao menos 14 empresários e executivos participaram do jantar de Flávio, entre eles Luiz Carlos Trabuco, do Bradesco; Fábio Ermírio de Moraes, do Grupo Votorantim; Gilson Finkelsztain, do Santander; Milton Maluhy Filho, do Itaú; Roberto Campos Neto, do Nubank; e Richard Gerdau, da Gerdau.

Alguns dos grupos empresariais, portanto, aparecem representados nas agendas dos dois presidenciáveis.

Na conversa, Flávio apresentou pontos de seu projeto econômico e tentou responder a dúvidas dos empresários sobre um eventual governo. Segundo relatos de participantes, disse que pretende blindar a área econômica de pressões do Centrão e defendeu maior controle dos gastos públicos.

O candidato também prometeu substituir o atual marco fiscal por um mecanismo semelhante ao teto de gastos criado no governo Michel Temer (MDB).

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Lula e Flávio Bolsonaro lideram as pesquisas
Flávio Bolsonaro e Lula
Lula e Flávio Bolsonaro
Lula
Flávio Bolsonaro
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Flávio Bolsonaro e Lula

Alice Rabello/Arte Metrópoles
Lula e Flávio Bolsonaro lideram as pesquisas
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Flávio Bolsonaro e Lula
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Flávio Bolsonaro e Lula

Alice Rabello
Lula e Flávio Bolsonaro
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Lula e Flávio Bolsonaro

Reprodução
Lula
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Lula

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Flávio Bolsonaro
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Flávio Bolsonaro

Luis Nova/Metrópoles @LuisGustavoNova
Palácio do Planalto
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Palácio do Planalto

Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto

O que Lula deve ter tratado com os empresários

Do lado de Lula, a questão fiscal também deve ter entrado no centro das atenções. Empresários e investidores têm cobrado sinais mais claros sobre como o presidente pretende conter o crescimento da dívida pública.

A discussão ganhou força depois de Lula afirmar, durante a sabatina do Jornal Nacional, que uma dívida equivalente a cerca de 80% do PIB não era, por si só, uma preocupação. Na mesma entrevista, porém, o petista afirmou que sua equipe mantém compromisso com a responsabilidade fiscal.