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Depois do anúncio do pedido de demissão do presidente da Petrobras, Pedro Parente, as ações da estatal fecharam entre as maiores quedas do Ibovespa, principal índice da Bolsa de São Paulo. Com a desvalorização de 14,86% nas ações preferenciais da companhia, a empresa perdeu R$ 40 bilhões em um só dia. No início do pregão, a petroleira era avaliada em R$ 271,4 bilhões. No fim da tarde, ela valia R$ 231 bilhões.

Com a saída inesperada de Pedro Parente – anunciada durante operação do mercado –, as ações da Petrobras chegaram a ter as transações suspensas no fim da manhã desta sexta-feira (1º/6), diante da volatilidade. Analistas e investidores temem a ampliação da intervenção governamental na gestão de preços da companhia.

A política de reajustes diários dos combustíveis, que vinha sendo adotada ultimamente, foi citada como um dos motivos para a greve dos caminhoneiros, deflagrada em 21 de maio. A gestão de Parente também ficou na mira da paralisação dos petroleiros, iniciada na quarta-feira (30/5).

Pedro Parente, eleito presidente do conselho da gigante dos alimentos BRF em abril, agora estaria livre para assumir uma nova função executiva. O mercado considera que a presidência da empresa pode ser assumida pelo ex-presidente da Petrobras. Com isso, a BRF ficou entre as maiores altas de quinta-feira (31), com valorização de 9,2%.

Na média, o índice Ibovespa – referência para o mercado brasileiro – fechou no azul, apesar do impacto negativo da estatal brasileira. A alta foi de 0,63%, para 77.239 pontos.

 

 

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