CMN se reúne para definir meta de inflação. Entenda o que está em jogo
Reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) acontece nesta quarta-feira (26/6). É esperada formalização da meta contínua de inflação

Passada a reunião de junho do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), o Conselho Monetário Nacional (CMN) se reúne nesta quarta-feira (26/6) para definir os moldes da meta de inflação, tema central para a política monetária.
As reuniões do CMN de junho são historicamente dedicadas ao anúncio das metas de inflação dos três anos seguintes — no caso, de 2025, 2026 e 2027. Neste ano, a reunião ganha importância adicional porque deverá ser formalizada a mudança do regime de metas de inflação, do ano-calendário para contínua (veja detalhes sobre isso mais abaixo). Essa mudança foi anunciada em junho do ano passado, mas ainda não foi oficializada.
O CMN é formado pelos ministros da Fazenda, Fernando Haddad, que o preside, e do Planejamento, Simone Tebet, além do presidente do BC, Roberto Campos Neto. O governo, portanto, tem maioria. A mudança do regime é apoiada pelos três.

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Ver todasUm decreto a ser assinado pelo presidente da República ainda precisa ser publicado para estabelecer como funcionará a meta contínua e disciplinar os detalhes do novo regime, incluindo as possíveis penalidades.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesO mercado espera que esse decreto saia logo para garantir estabilidade, tendo em vista que o mandato do atual presidente do BC, Campos Neto, termina em dezembro deste ano e caberá a Lula a indicação do sucessor. Além disso, a partir de 2025, o governo petista terá maioria entre os nove diretores da autoridade monetária.
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Interferência nos juros
O tema da meta de inflação é crucial para a discussão sobre a taxa de juros. Na última reunião, da semana passada, o Copom interrompeu o ciclo de cortes da Selic. Segundo a ata, que apresenta um relato da reunião, a piora na expectativa de inflação foi crucial para manter os juros no atual patamar, de 10,5% ao ano.
Um evento relevante como o do CMN nesta semana pode, em alguma medida, trazer incertezas adicionais à política monetária. Mas, se tudo correr como o esperado, a reunião tem potencial para convencer os agentes de que governo e Banco Central estão comprometidos com o controle da inflação.









