Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

CMN se reúne para definir meta de inflação. Entenda o que está em jogo

Reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN) acontece nesta quarta-feira (26/6). É esperada formalização da meta contínua de inflação

26/06/2024 02:00
Vinicius Schmidt/Metropoles
Imagem colorida mostra mulher pesando banana no caixa de mercado - Metrópoles

Passada a reunião de junho do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), o Conselho Monetário Nacional (CMN) se reúne nesta quarta-feira (26/6) para definir os moldes da meta de inflação, tema central para a política monetária.

As reuniões do CMN de junho são historicamente dedicadas ao anúncio das metas de inflação dos três anos seguintes — no caso, de 2025, 2026 e 2027. Neste ano, a reunião ganha importância adicional porque deverá ser formalizada a mudança do regime de metas de inflação, do ano-calendário para contínua (veja detalhes sobre isso mais abaixo). Essa mudança foi anunciada em junho do ano passado, mas ainda não foi oficializada.

O CMN é formado pelos ministros da Fazenda, Fernando Haddad, que o preside, e do Planejamento, Simone Tebet, além do presidente do BC, Roberto Campos Neto. O governo, portanto, tem maioria. A mudança do regime é apoiada pelos três.

CMN se reúne para definir meta de inflação. Entenda o que está em jogo - destaque galeria
3 imagens
Presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, e o ministro de Estado da Fazenda, Fernando Haddad
Roberto Campos Neto e Fernando Haddad
Ministra do Planejamento, Simone Tebet, e ministro da Fazenda, Fernando Haddad
1 de 3

Ministra do Planejamento, Simone Tebet, e ministro da Fazenda, Fernando Haddad

Edu Andrade/Ascom MF
Presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, e o ministro de Estado da Fazenda, Fernando Haddad
2 de 3

Presidente do Banco Central do Brasil, Roberto Campos Neto, e o ministro de Estado da Fazenda, Fernando Haddad

Edilson Rodrigues/Agência Senado
Roberto Campos Neto e Fernando Haddad
3 de 3

Roberto Campos Neto e Fernando Haddad

Edilson Rodrigues/Agência Senado

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

Um decreto a ser assinado pelo presidente da República ainda precisa ser publicado para estabelecer como funcionará a meta contínua e disciplinar os detalhes do novo regime, incluindo as possíveis penalidades.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

O mercado espera que esse decreto saia logo para garantir estabilidade, tendo em vista que o mandato do atual presidente do BC, Campos Neto, termina em dezembro deste ano e caberá a Lula a indicação do sucessor. Além disso, a partir de 2025, o governo petista terá maioria entre os nove diretores da autoridade monetária.

Ata do Copom mostra “coesão”, diz Galípolo, cotado para presidir o BC

Interferência nos juros

O tema da meta de inflação é crucial para a discussão sobre a taxa de juros. Na última reunião, da semana passada, o Copom interrompeu o ciclo de cortes da Selic. Segundo a ata, que apresenta um relato da reunião, a piora na expectativa de inflação foi crucial para manter os juros no atual patamar, de 10,5% ao ano.

Um evento relevante como o do CMN nesta semana pode, em alguma medida, trazer incertezas adicionais à política monetária. Mas, se tudo correr como o esperado, a reunião tem potencial para convencer os agentes de que governo e Banco Central estão comprometidos com o controle da inflação.