Chefe da CPMI é visto como “refém” eleitoral dos bolsonaristas em MG
Carlos Viana foi escolhido com condição de apoio à reeleição para o Senado no estado, que ainda tem cenário eleitoral incerto para 2026
atualizado
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O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) sobre as fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o senador Carlos Viana (Podemos-MG), é classificado na oposição como uma espécie de refém eleitoral do PL. Os bolsonaristas articularam a reviravolta para que ele assumisse o comando do colegiado, e garantem que não o apoiarão para reeleição ao Senado em 2026 caso os trabalhos não sejam conduzidos de maneira favorável.
Viana foi eleito presidente da CPMI do INSS na última quarta-feira (20/8), numa reviravolta capitaneada pela oposição. O senador foi escolhido por ter perfil mais alinhado à direita, mas sem a pecha de extremista. Apesar de ter uma reeleição encaminhada em Minas Gerais, o PL poderia melar seu projeto político caso o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) indique apoio a outros nomes para concorrer ao Senado.
Esse era o cenário que se desenhava em Minas Gerais, afirmam interlocutores da sigla. E, de acordo com essas mesmas fontes, pode ser facilmente retomado caso Viana barre os esforços da oposição para desgastar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Dessa forma, a expectativa do PL agora é que a CPMI catapulte o potencial eleitoral de Viana, num momento em que a direita ganhou força em Minas Gerais.
De acordo com pesquisa Real Time Big Data divulgada na última segunda-feira (18/8), a disputa pelo Senado ainda tem caráter incerto em Minas Gerais. Foram testados três cenários, e somente em um deles a reeleição de Viana acontece fora da margem de erro, que é de três pontos percentuais.
Confira:
Cenário 1:
- Marília Campos (PT): 19%
- Carlos Viana (Podemos): 18%
- Alexandre Silveira (PSD:) 14%
- Eduardo Costa (Cidadania): 12%
- Marcelo Aro (PP): 11%
- Eros Biondini (PL): 7%
- Aurea Carolina (PSol): 7%
- Domingos Sávio (PL): 6%
- Cristiano Caporezzo (PL): 3%
- Euclydes Pettersen (Republicanos): 2%
- Vile (PL): 1%
Cenário 2:
- Carlos Viana (Podemos): 27%
- Alexandre Silveira (PSD): 21%
- Marcelo Aro (PP): 19%
- Aurea Carolina (PSol): 16%
- Domingos Sávio (PL): 11%
- Euclydes Pettersen (Republicanos): 6%
Cenário 3:
- Carlos Viana (Podemos): 20%
- Alexandre Silveira (PSD): 17%
- Eduardo Costa (Cidadania): 17%
- Marcelo Aro (PP): 16%
- Aurea Carolina (PSol): 11%
- Eros Biondini (PL): 7%
- Andreia de Jesus (PT): 5%
- Euclydes Pettersen (Republicanos): 4%
- Vile (PL): 3%
