Chambriard prega cautela sobre preço do petróleo: “Muito cuidado”
Presidente da estatal defende que empresa se mantenha fiel à política de preços que visa reduzir efeitos de variações excessivas nos preços
atualizado
Compartilhar notícia

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, pregou, nesta sexta-feira (6/3), cautela sobre o preço dos combustíveis derivados do petróleo – diesel e gasolina – diante dos aumentos expressivos no preço do barril de petróleo. As altas são decorrentes do conflito centrado entre Irã, Estados Unidos e Israel.
“É hora de a gente ter muito cuidado, muita tranquilidade para a gente não passar um sinal errado para sociedade, surpreender e assustar a sociedade sem necessidade”, enfatizou Chambriard em entrevista coletiva.
O respeito à política de preços da Petrobras foi defendido por Chambriard na entrevista concedida à imprensa. No entanto, revelou que a empresa está mais atenta às variações nos preços.
“(A gente vai seguir) observando atentamente. Toda vez que esse mercado fica nervoso, como está agora, nós analisamos isso diariamente. Quando ele está calmo, uma semana, 15 dias. Neste momento a gente está olhando para isso todos os dias e vamos ver em que ponto vamos atuar ou se essa coisa se reverte”, disse Chambriard.
A atual política de preços da estatal consiste em observar a paridade internacional, evitando repasses de volatilidade para a sociedade brasileira e garantindo a participação da companhia no mercado.
Variações
O preço internacional do petróleo do tipo Brent, que serve de referência para o mercado global, nas cotações dos contratos futuros do barril ultrapassou, no meio da tarde desta sexta, o patamar de US$ 93, em alta de 9,23%.
O mercado tem se mantido apreensivo sobre os preços dos combustíveis. Em âmbito interno, a Petrobras não aplicou nenhum reajuste nos valores praticados.
Diante da alta internacional do petróleo, as ações da Petrobras tem experimentado valorização nas ações. Pouco após as 16h, as ações preferenciais valiam R$ 42,47, com alta de 4,40% no dia.
As variações nos preços são decorrentes do conflito centrado entre Irã, Estados Unidos e Israel. O petróleo é afetado principalmente pela interrupção do trânsito no Estreito de Ormuz. Passam por lá de 20% a 25% de todo o petróleo global.
