CGU abre processo contra a Precisa após investigação apontar fraude

Empresa pode ter que declarar inidoneidade e receber multa de 20% do faturamento bruto, caso suspeitas sejam comprovadas

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Hugo Barreto/Metrópoles
Prédio da Controladoria Geral da União irregularidades
1 de 1 Prédio da Controladoria Geral da União irregularidades - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

A Controladoria-Geral da União (CGU) instaurou processo administrativo de responsabilização (PAR) contra a Precisa Medicamentos, investigada pelo contrato com o Ministério da Saúde nas negociações da vacina indiana Covaxin.

O corregedor-geral da União, Gilberto Waller Júnior, assinou a decisão em 24 de agosto, após investigação preliminar. A apuração aponta que a Precisa cometeu fraude e teve “comportamento inidôneo”. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

O contrato para a compra de vacinas entre o governo federal e a Precisa foi rescindido oficialmente na última sexta-feira (27/8). O governo pretendia comprar 20 milhões doses do imunizante Covaxin contra a Covid, por meio de um contrato de R$ 1,6 bilhão, sob suspeita de superfaturamento.

Em junho, o ministro da CGU, Wagner Rosário, disse que a investigação não identificou irregularidades na negociação do preço e declarou que “não saiu R$ 1 dos cofres do governo”. Essa apuração, no entanto, não é a mesma que a CGU citou para negar as acusações.

A auditoria que embasou a decisão foi outra, concluída separadamente, com o apoio de depoimentos, análise de documentos e apreensão de computadores. O processo, entretanto, não foi publicado, como é de praxe nesses casos.

Também não há informações sobre a abertura de processos administrativos disciplinares (PADs) para responsabilizar funcionários envolvidos nas negociações. Sobre esse tema, a CGU afirmou à Folha de S.Paulo que “não divulga as respectivas instaurações com identificação de nomes e casos, em função de se tratar de trabalho de acesso restrito”.

O prazo é de 180 dias para a conclusão da investigação do PAR e dois auditores já foram designados pelo corregedor-geral para conduzi-la.

CGU abre processo contra a Precisa após investigação apontar fraude - destaque galeria
3 imagens
Senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP)
A diretora da Precisa Medicamentos Emanuela Medrades
Francisco Maximiano, sócio da Precisa Medicamentos, na CPI da Covid-19
1 de 3

Francisco Maximiano, sócio da Precisa Medicamentos, na CPI da Covid-19

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP)
2 de 3

Senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP)

Igo Estrela/Metrópoles
A diretora da Precisa Medicamentos Emanuela Medrades
3 de 3

A diretora da Precisa Medicamentos Emanuela Medrades

Pedro França/Agência Senado

Caso as suspeitas sejam confirmadas, a Precisa pode ter que declarar inidoneidade, o que acarreta na proibição de novos contratos com o governo. A empresa também pode receber uma multa de até 20% do faturamento bruto.

Em nota, a Precisa declarou não ter sido notificada sobre a conclusão da apuração da CGU, mas que sempre seguiu “os mais rigorosos critérios de integridade e interesse público, respeitando todas as normas legais e regras do contrato”.

Os advogados da empresa, Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso, afirmam que a responsável pela fraude em documentos enviados ao Ministério da Saúde é de uma segunda intermediária, a Envixia Pharmaceuticals.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?