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Brasil

CEO da Quaest: oposição não traduz queda de Lula em voto de mudança

Dados mostram que mesmo aqueles insatisfeitos com Lula votariam no petista em um segundo turno contra qualquer outro candidato

Pablo Giovanni03/04/2025 09:15
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BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
Foto colorida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) - Metrópoles

A oposição não conseguiu transformar a insatisfação com o governo Lula (PT) em um voto efetivo por mudança. É o que avalia Felipe Nunes, CEO da consultoria Quaest, ao comentar a pesquisa divulgada nesta quinta-feira (3/4) que mostra o presidente percentualmente à frente de nomes como o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

Segundo o levantamento, em simulações de segundo turno contra qualquer adversário, Lula ainda seria o preferido do eleitorado — mesmo entre aqueles que desaprovam sua gestão.

Em um hipotético segundo turno entre Lula e Bolsonaro, por exemplo, o presidente ficaria em primeiro lugar, com 44% da preferência dos entrevistados. Bolsonaro teria 40%, resultado que deixa os dois empatados dentro do limite da margem de erro, que é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

“A oposição não conseguiu traduzir toda a insatisfação com o governo em voto de mudança. Nem toda desaprovação ao governo se transforma em voto em um adversário”, explicou o CEO da Quaest. Segundo ele, em muitos casos a insatisfação acaba virando abstenção ou voto nulo.

A pesquisa mostra que, entre os eleitores que reprovam o governo Lula, de 14% a 18% ainda votariam nele em um eventual segundo turno, evitando outro candidato. Além disso, entre 17% e 32% optariam por não apoiar nenhum candidato, o que, segundo Nunes, revela um fenômeno de “alienação eleitoral”.

Lula enfrenta desgaste

Apesar da vantagem nas simulações, Lula sofre com o desgaste da gestão. A pesquisa mostra que a rejeição dele atingiu 55%, um aumento de 10 pontos desde dezembro do ano passado.

Nos cenários analisados, o petista empata com Bolsonaro e supera Tarcísio em um eventual segundo turno.

Já a rejeição de Bolsonaro também está em 55%, mas, segundo a Quaest, a aceitação da denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra ele teve pouco impacto em sua imagem.

Bolsonaro está inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O ex-presidente foi condenado por abuso de poder político e econômico e uso indevido dos meios de comunicação devido a uma agenda de julho de 2022 em que reuniu embaixadores estrangeiros para questionar o sistema eleitoral brasileiro.

“Lula e Bolsonaro empatam na simulação de segundo turno justamente porque apresentam o mesmo patamar de conhecimento, o mesmo nível de rejeição, mas com uma pequena vantagem de potencial de voto para o atual presidente”, concluiu Nunes.

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