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Brasil

Censo Escolar 2020: colégios públicos brasileiros perderam 650 mil matrículas

Publicação dos resultados do levantamento serve como base à destinação de recursos do Fundeb. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira

31/12/2020 16:18, atualizado 31/12/2020 17:28
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Dênio Simões/Agência Brasília
Sala de aula vazia

O Ministério da Educação e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgaram os dados finais do Censo Escolar da Educação Básica 2020.

Segundo a estatística, as escolas públicas do Brasil perderam quase 650 mil matrículas entre 2019 e 2020. As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (31/12), em publicação no Diário Oficial da União (DOU).

Os resultados do levantamento servem como base à destinação de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

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Expectativa é manter distanciamento e alunos de máscara até no recreio
O prazo vale também para estudantes inscritos na Educação de Jovens e Adultos (EJA)
O benefício vai continuar somente enquanto perdurar o atendimento exclusivamente remoto das aulas
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O benefício vai continuar somente enquanto perdurar o atendimento exclusivamente remoto das aulas

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Expectativa é manter distanciamento e alunos de máscara até no recreio
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Expectativa é manter distanciamento e alunos de máscara até no recreio

Colégio Arvense/Reprodução
O prazo vale também para estudantes inscritos na Educação de Jovens e Adultos (EJA)
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O prazo vale também para estudantes inscritos na Educação de Jovens e Adultos (EJA)

Hugo Barreto/Metrópoles

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Em 2020 houve 35.961.237 matrículas na educação básica pública, que vai da creche ao ensino médio, incluindo a educação de jovens e adultos. Em 2019, o Censo Escolar apontou 36.611.223 matrículas. A diferença é de 649.986 (1,7%).

Os anos finais do ensino fundamental e o ensino médio são considerados as etapas mais problemáticas nas avaliações de ensino e aprendizagem.

Em 2019, pela quarta vez consecutiva, o Brasil não atingiu o mínimo proposto para este nível de ensino, segundo dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

Uma das estratégias para combater o déficit de aprendizagem é expandir o ensino para o período integral, uma das metas do Plano Nacional de Educação (PNE). A ideia é ter 50% das escolas públicas oferecendo aulas em tempo integral até 2024, para atender 25% dos estudantes da educação básica.

Na análise da Campanha Nacional pela Educação, esta meta “apresenta uma das situações mais graves em relação ao seu cumprimento”, devido à queda dos índices.

Veja os principais pontos do Censo Escolar 2020:

  • Queda de 30,4% nas matrículas do ensino fundamental integral dos anos finais (6º ao 9º ano)
  • Queda de 21,21% em matrículas no ensino fundamental integral dos anos iniciais (1º ao 5º ano)
  • Aumento de 21,51% nas matrículas no ensino médio integral
  • Queda de 10,15% nas matrículas da educação de jovens e adultos (EJA) do ensino fundamental.

Parte das informações foram divulgadas em outubro. Os dados completos, incluindo escolas privadas, serão divulgados em janeiro de 2021.

“Vale destacar que a divulgação completa dos resultados finais do Censo, das sinopses estatísticas – com todas as redes de ensino, de forma contextualizada – e dos microdados públicos está prevista para janeiro de 2021”, destaca o Inep, em nota.