CCJ do Senado aprova indicação de Benedito Gonçalves ao CNJ

Ministro do STJ foi indicado para ser corregedor nacional de Justiça. Indicação segue para o plenário do Senado

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Igo Estrela/Metropoles
Ministro Benedito Gonçalves relator natural das ações tse - Metrópoles
1 de 1 Ministro Benedito Gonçalves relator natural das ações tse - Metrópoles - Foto: Igo Estrela/Metropoles

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, nesta quarta-feira (20/5), a indicação do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Benedito Gonçalves para ser corregedor nacional de Justiça no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A indicação recebeu 21 votos a favor e 5 contrários e segue para o plenário.

Benedito Gonçalves foi indicado pelo presidente do STJ, o ministro Herman Benjamin, depois de o magistrado ser eleito para o cargo pelo tribunal em 14 de abril. A indicação foi relatada pelo líder do PSB, Cid Gomes (CE), cujo relatório foi favorável à indicação.

O CNJ é composto por 15 integrantes para um mandato de dois anos, sendo uma das vagas destinadas ao STJ, que deverá exercer o cargo de corregedor. Cabe a esse cargo receber denúncias contra juízes. Durante a sabatina, o ministro defendeu que magistrados “renovem todos os dias seus compromissos com a sociedade”.

“A busca da Justiça não é procurar estatística; procura-se resposta, procura-se tempo razoável de solução da demanda, tratamento digno, procura-se previsibilidade, procura-se a certeza de que sua demanda será examinada por uma instituição séria, acessível e comprometida”, disse nas considerações iniciais.

O ministro Benedito está na magistratura desde 1988 e ingressou no STJ em 2008, Corte em que permanece até hoje. Entre 2019 e 2023, também integrou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Na Corte, ganhou destaque por relatar uma das ações que deixou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) inelegível por abuso de poder político. Benedito foi questionado sobre a sua atuação no TSE por integrantes da oposição, como Magno Malta (PL-ES) e Eduardo Girão (Novo-CE). O magistrado defendeu a sua atuação e disse que tomou a decisão com base nas provas apresentados.

“Em todas as decisões, o que eu aprendi em fase do julgamento é: livre convencimento diante das provas, decisão fundamentada, para que o duplo grau de jurisdição, o contraditório seja feito”, disse.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações