Caso Master: alvos de operação, delegada da PF e agente são afastados

Eles são suspeitos de repassar informações sobre a investigação para Daniel Vorcaro. Pai do banqueiro foi preso na manhã desta quinta-feira

atualizado

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Sede e viatura da Polícia Federal - Metrópoles
1 de 1 Sede e viatura da Polícia Federal - Metrópoles - Foto: KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

Uma delegada e um agente da Polícia Federal foram afastados de suas funções, nesta quinta-feira (14/5), durante a nova fase da Operação Compliance Zero. Eles são suspeitos de repassar informações da corporação para Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, preso na carceragem da Superintendência da PF, em Brasília.

A nova fase da força-tarefa investiga grupos liderados por Daniel Vorcaro que atuavam de forma  articulada para acessar dados protegidos e pressionar pessoas de interesse do Master.

O pai do banqueiro, Henrique Vorcaro, foi preso nesta manhã. Ele é controlador do banco e conhecido no meio empresarial de Minas Gerais.

Segundo as investigações, Henrique Vorcaro aparecia desde o início do caso, como peça ligada às movimentações financeiras suspeitas do grupo investigado.

A PF aponta os crimes de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa, invasão de dispositivos informáticos e violação de sigilo funcional.

A suspeita sobre a invasão de sistemas já havia ocorrido durante a terceira fase da força-tarefa. Em março, a PF afirmou que Vorcaro ordenou invasões aos sistemas da própria PF, do Ministério Público Federal (MPF) e até mesmo de organismos internacionais, como o FBI e a Interpol.

À época, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, seria um dos coordenadores dos ataques cibernéticos e A Turma.

Esse grupo era estruturado para monitorar e ameaçar adversários empresariais, autoridades, ex-funcionários e jornalistas — funcionando como uma “milícia privada” a serviço do banqueiro, segundo a PF.

A operação desta quinta foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e incluiu sete mandados de prisão e 17 de busca e apreensão em Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo.

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