Caso Marielle: veja como reagiu a família ao fim do julgamento
STF condenou os irmãos Brazão a 76 anos e três meses de prisão por planejar e mandar matar a vereadora
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O clima de emoção ao fim do julgamento dos acusados de serem os mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Os ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenaram, por unanimidade, nesta quarta-feira (25/2), os irmãos Brazão a 76 anos e três meses de prisão.
Anielle Franco, irmã de Marielle e ministra da Igualdade Racial, e Mônica Benício, viúva da vereadora, e outros familiares se abraçaram ao fim do julgamento. O pai de Marielle Franco, Antônio Francisco Silva, passou mal e precisou ser levado de cadeiras de rodas ao serviço médico.
Durante a sessão, a mãe de Marielle, Marinete da Silva, e a filha, Luyara Franco, também haviam passado mal após o voto do ministro Alexandre de Moraes.
“Saímos daqui com a pergunta ‘Quem mandou matar Marielle?’ respondida”, disse Marinete após a sessão.
A Primeira Turma do STF julgou cinco pessoas acusadas de participação no planejamento do assassinato da vereadora. Entre eles, os irmãos Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE-RJ), e Chiquinho Brazão, ex-deputado federal. Também estava entre os acusados o Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro,
No caso de Rivaldo, os quatro ministros o inocentaram em relação ao duplo homicídio, mas votaram pela condenação dele por obstrução à justiça e corrupção passiva. Ele foi condenado a 18 anos de reclusão e 360 dias-multa, em regime fechado.
Veja quem são os condenados, os crimes e as penas:
- Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro— organização criminosa armada, duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado. Pena de 76 anos 3 anos e 200 dias multa, em regime fechado
- Chiquinho Brazão, ex-deputado e irmão de Domingos — organização criminosa armada, duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado. Pena de 76 anos 3 anos e 200 dias multa, em regime fechado. Pena de 56 anos de reclusão, em regime fechado
- Ronald Paulo de Alves Pereira, ex-major da polícia Militar — duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado
- Rivaldo Barbosa, ex-delegado e ex-chefe da Polícia Civil do Rio — obstrução à Justiça e corrupção passiva majorada. Pena de 8 anos de reclusão e 360 dias-multa, regime fechado
- Robson Calixto Fonseca, ex-assessor de Domingos Brazão — organização criminosa armada. Pena de 9 anos de reclusão e 200 dias-multa, em regime fechado.













