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Os assassinatos da vereadora carioca Marielle Franco (PSol) e do motorista Anderson Gomes, em 14 de março, continuam sob investigação. Neste domingo (1º/4), o jornal O Globo revelou duas testemunhas que estavam próximas ao local onde ocorreu a tragédia. Apesar de elas não se conhecerem, as versões para o crime são idênticas e dão pistas sobre o autor dos disparos. Nenhuma delas foi ouvida pela Polícia Civil.

“Foi tudo muito rápido. O carro dela (Marielle) quase subiu a calçada. O veículo do assassino imprensou o automóvel branco. O homem que deu os tiros estava sentado no banco de trás e era negro. Vi o braço dele quando apontou a arma. Parecia ter silenciador”, narrou uma delas.

Segundo as testemunhas da execução disseram à reportagem, a Polícia Militar atendeu a ocorrência, chegou ao local e mandou todos embora, mesmo sabendo das mortas e que uma das vítimas em questão era uma figura pública.

“Cheguei a aguardar por alguns minutos, mas os PMs mandaram as pessoas irem para casa e procurarem o que fazer. Vi os policiais comentando que era uma vereadora. Liguei para os meus familiares, e eles me orientaram a sair de lá, com receio de eu também me complicar. Fiquei com medo e desisti de contar o que vi”, relatou uma das testemunhas.

A principal linha de investigação é de que Marielle e Anderson foram executados. No dia do crime, o carro deles foi perseguido por um Chevrolet Cobalt prata. Após o ataque, nenhum pertence das vítimas foi levado. Os bandidos deixaram para trás três celulares e R$ 346. A parlamentar era militante dos direitos humanos e costumava denunciar abusos de poder.