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Brasil

Caso Marielle: Moraes desbloqueia parte do salário de delegado preso

O ministro Alexandre de Moraes atendeu parcialmente pedido da defesa de Rivaldo Barbosa e liberou R$ 18,8 mil para uso da esposa do réu

27/03/2025 12:01, atualizado 27/03/2025 13:52
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Tomaz Silva/Agência Brasil
Esposa de Rivaldo Barbosa movimentou mais de R$ 2,2 mi em dois anos - O chefe de Polícia Civil, delegado Rivaldo Barbosa

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou parcialmente o salário do ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro Rivaldo Barbosa, preso sob suspeita de ser o mentor do assassinato da ex-vereadora Marielle Franco.

Com a decisão, fica expedido ofício ao Banco Central para que sejas disponibilizados R$ 18.813,49 mensais das verbas salariais do delegado preso há um ano. As movimentações devem ser feitas por sua esposa, Érika Andrede de Almeida Araújo.

Moraes atendeu a um pedido da defesa de Rivaldo, que pediu o desbloqueio completo do salário do policial ao alegar que a ausência da verba comprometia “severamente as condições financeiras de sua família, que hoje depende de sua renda para o mínimo existencial”. O salário total de Rivaldo é R$ 29 mil. Moraes liberou R$ 18,8 mil.


O que aconteceu?

  • Rivaldo Barbosa está preso desde março do ano passado, sob suspeita de ser um dos mentores do assassinato de Marielle.
  • Os salários dele, como delegado de polícia, estavam bloqueados desde a decisão da prisão.
  • O relator do processo é o ministro Alexandre de Moraes.

Rivaldo está preso desde março do ano passado, após ser alvo de uma operação da Polícia Federal — o salário dele foi bloqueado na mesma decisão que determinou sua prisão.

Em nota, a defesa de Rivaldo afirmou que “esse desbloqueio é um indicativo claro de que o STF está atento a tudo aquilo que foi produzido durante a instrução criminal, no sentido de que não merecem prosperar a acusação que pesa sobre Rivaldo e a colaboração premiada de Ronnie Lessa. Que essa decisão seja o marco do início da justiça para Rivaldo e sua família”, afirmou o advogado Marcelo Ferreira.

O delegado cumpre pena em penitenciária federal. Outro alvo da operação foi o deputado federal Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), apontado como um dos mandantes do duplo homicídio que vitimou Marielle Franco e seu motorista, Anderson Gomes. O parlamentar também permanece preso, após ser delatado por Ronnie Lessa.

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