Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Caso Marielle: criminosos obstruíram investigação, diz relator na CCJ

Deputado Darci de Matos, relator da prisão de Chiquinho Brazão na CCJ, votou para manter detenção do parlamentar. CCJ analisa caso Marielle

26/03/2024 13:41, atualizado 26/03/2024 14:45
Montagem sobre fotos da Camara dos Deputados, EBC, e Alerj
Chiquinho Brazão, Rivaldo Barbosa e Domingos Brazão - Acusados de matar Marielle Franco

O deputado Darci de Matos (PSD-SC) finalizou, nesta terça-feira (26/3), o parecer sobre o processo de prisão do parlamentar Chiquinho Brazão (RJ), acusado de idealizar a morte de Marielle Franco e Anderson Gomes.

Darci de Matos votou para manter a prisão do deputado. O relatório será apresentado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados nesta tarde.

Em seu parecer, Darci afirmou que Chiquinho Brazão e os outros envolvidos no crime, Domingos Brazão e Rivaldo Barbosa (os três em destaque), atuaram para obstruir as investigações do assassinato de Marielle.

“Entre os atos praticados para obstruir as investigações figuram, além da não realização de diligências frutíferas – providência esperada de um aparato policial eficiente –, relata-se também a desídia na captação e análise das imagens de circuito fechado, que são de fundamental importância na identificação célere dos executores e na elucidação dos crimes”, diz o texto.

E o documento completa: “O conjunto de atos de obstrução teve a participação de diversas pessoas, configurando o claro envolvimento de uma organização criminosa”.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

CCJ da Câmara vota prisão no caso Marielle

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados vota, a partir das 14h, a manutenção da prisão do deputado Chiquinho Brazão, um dos idealizadores do crime.

A Constituição Federal determina que, por ser parlamentar, Chiquinho Brazão tem o mandato inviolável civil e penalmente — exceto nos casos de prisão em flagrante por crime inafiançável. Por isso, caberá à Casa analisar a decisão da Suprema Corte. O processo terá relatoria do deputado Darci de Matos (PSD-SC).

Depois da análise na CCJ, o processo precisará ser analisado pelo plenário. Após a leitura e a discussão do parecer, os deputados devem votar sobre a manutenção da prisão. O quórum é de maioria absoluta, ou seja, 257 deputados. A votação é aberta. Após a decisão da Casa, a presidência da Casa promulga a resolução durante a sessão.