Caso Kiss: desembargador chama advogado de “toupeira”. Veja vídeo

Manuel José Martinez achou que o microfone estava desligado e cometeu a gafe. Situação inusitada viralizou nas redes sociais

atualizado

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Desembargador RS
1 de 1 Desembargador RS - Foto: Reprodução

Um trecho do julgamento de recursos dos condenados no caso da Boate Kiss, em Santa Maria (RS), viralizou nas redes sociais. Isso porque o desembargador que conduzia a sessão, Manuel José Martinez, achou que o microfone estivesse desligado e se referiu ao advogado de acusação como “toupeira”.

Veja o vídeo do momento:

Pelo áudio vazado, dá para ouvir quando Martinez usa o termo “toupeira” para se referir a Pedro Barcellos, assistente de acusação.

Anulação

Na quarta-feira (3/8), a Justiça do Rio Grande do Sul anulou o júri que condenou os quatro réus processados pela tragédia da Boate Kiss, em Santa Maria (RS). Com a decisão, as prisões foram revogadas e um novo júri deve ser marcado. Dos três desembargadores Corte, dois votaram a favor da anulação.

Entre os beneficiados pela deliberação, estão os sócios da boate Kiss, Elissandro Spohr e Mauro Londero Hoffmann, e os integrantes da banda Gurizada Fandangueira, Luciano Bonilha Leão e Marcelo de Jesus dos Santos. Os quatro já deixaram a cadeia.

Tragédia que matou 242 pessoas e feriu mais de 600

Casa noturna tradicional de Santa Maria, cidade de quase 300 mil habitantes no interior do Rio Grande do Sul, a Boate Kiss recebeu centenas de jovens em 27 de janeiro de 2013. Estavam previstos dois shows ao vivo.

O primeiro foi de uma banda de rock e aconteceu normalmente. Depois, foi a vez da Gurizada Fandangueira. A casa tinha capacidade oficial para 690 pessoas e estava superlotada: tinha entre 800 e mil pessoas.

O guitarrista da banda, Rodrigo Lemos, relatou desde o início que o fogo começou depois que um sinalizador foi aceso. Ele disse que os colegas de banda logo tentaram apagar o incêndio, mas que o extintor não teria funcionado. Um dos integrantes da banda, o gaiteiro Danilo Jaques, morreu no local.

Naquela trágica noite, as faíscas do sinalizador atingiram o teto revestido de uma espuma que servia como isolamento acústico. Em pouco tempo, o fogo se espalhou pela pista de dança e logo tomou todo o interior da boate. De acordo com os bombeiros, a fumaça altamente tóxica e de cheiro forte provocou pânico. Aí começou a tragédia.

Ainda sem saberem do que se tratava, seguranças tentaram impedir a saída antes do pagamento.

Houve empurra-empurra enquanto os clientes tentavam deixar a casa. Muitos que não conseguiram desmaiaram intoxicados pela fumaça. Outros procuraram os banheiros para escapar ou buscar uma entrada de ar e acabaram morrendo.

Segundo peritos, o sistema de ar-condicionado ajudou a espalhar a fumaça. Além disso, um curto-circuito provocado pelo incêndio causou uma explosão.

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