Caso Kathlen: promotor diz que depoimento de avó não aponta confronto

Nesta terça-feira (29/6), a avó Sayonara Fátima, que estava no momento em que ela foi atingida, foi ouvida em dois procedimentos do MP

atualizado 29/06/2021 17:02

Aline Massuca/Metrópoles

Rio de Janeiro – O promotor Paulo Roberto Mello Cunha Júnior, do Ministério Público que atua junto à Auditoria da Justiça Militar, informou que o depoimento de Sayonara Fátima, a avó de Kathlen Abreu, de 24 anos, não traz indícios de que houve confronto de policiais com criminosos. Ela foi ouvida nesta terça-feira (29/6).

A versão de tiroteio é sustentada pelos militares que participaram da ação no último dia 8, que resultou na morte da jovem, grávida de 14 semanas, com um tiro de fuzil no tórax, na comunidade do Lins de Vasconcelos, zona norte. Ela estava com a avó no momento que foi atingida.

“Pelo depoimento, não houve tiroteio. Mas os policiais admitem que atiraram com a justificativa de que houve confronto. No meu caso, apuramos crimes como fraude processual, como recolhimento de projéteis no local de crime”, afirmou o promotor.

Nesta terça-feira (29/6), além de prestar depoimento para Cunha Júnior, Sayonara Fátima foi ouvida também pelo promotor Alexandre Murilo Graça, que atua no procedimento da Delegacia de Homicídios.

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A reprodução simulada sobre o caso foi marcada para o dia 14 de julho. Os 12 policiais militares que participaram da ação já prestaram depoimento na Delegacia de Homicídios e estão sendo ouvidos pela Corregedoria da Polícia Militar. Dois alegaram que efetuaram sete disparos.

Doze fuzis e nove pistolas usados na ação foram recolhidos pela Polícia Civil para exame de balística, que pode indicar se a bala partiu de uma das armas. “Ao final, se achar necessário, também poderei convocá-los para prestar novos depoimentos”, afirmou Cunha Júnior.

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