Caso Isabelle: namorado deixa presídio e usará tornozeleira eletrônica.
João Munhoz Neto terá de cumprir medidas cautelares durante a investigação da morte de Isabelle Caracristi, em Fortaleza (CE)

Imagens obtidas pelo Metrópoles mostram o bacharel em direito João Munhoz Neto, de 34 anos, deixando o presídio de Aquiraz, na Grande Fortaleza (CE), na tarde dessa quinta-feira (1º/10). João passou 10 dias preso sob investigação de envolvimento na morte da então namorada, Isabelle Caracristi, de 22 anos. Veja:
Nas imagens, é possível ver que o suspeito aparece careca, de camisa preta e calça jeans. O bacharel em direito caminha em direção à saída do presídio com um documento em mãos.
João foi solto após a 5ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza acolher a manifestação do Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE) e revogar a prisão preventiva dele.

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Ver todasApesar da soltura, a decisão determinou medidas cautelares. O namorado de Isabelle será monitorado por tornozeleira eletrônica, está proibido de se ausentar da comarca e deve manter distanciamento dos familiares da vítima.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesAo Metrópoles, a advogada que compõe a defesa do acusado, Lígia Peixe, disse que ele “foi liberado”. Ela seguirá no caso para “provar a inocência” do cliente.
Em contrapartida, Isorlanda, mãe da vítima, convocou um protesto pedindo “justiça por Isabelle”, após a decisão.
Em pronunciamento oficial, tanto o Tribunal de Justiça do Ceará quanto o MPCE informaram que o caso tramita “em segredo da Justiça”.
Procurada pelo Metrópoles, a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS/CE) não se posicionou sobre o andamento do inquérito que investiga João nem quanto aos possíveis indiciamentos contra o investigado.
O espaço segue aberto para manifestações.
Contornos intrigantes
A morte da estudante aconteceu na noite de 13 de setembro. João Munhoz estava detido desde 22 de setembro sob a suspeita de prática de violência psicológica contra a companheira e indução ao suicídio.
No dia seguinte ao fato, o apartamento ocupado pelo casal foi completamente limpo e colocado à venda.
Segundo declarações do delegado-geral da Polícia Civil do Ceará, Márcio Gutiérrez, o investigado chegou a proibir a entrada de parentes de Isabelle no edifício e não colaborou com o trabalho policial.
Até segunda-feira (28/9), a Polícia Civil havia ouvido 28 pessoas. Paralelamente, a Perícia Forense do Ceará (Pefoce) concluiu 13 laudos periciais, mobilizando 20 peritos e auxiliares.
Os investigadores debruçam-se neste momento sobre o conteúdo de telefones celulares, dispositivos eletrônicos apreendidos e horas de gravações do circuito interno de TV do condomínio.











