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Brasil

Caso Isabelle Caracristi: polícia ouve 28 testemunhas e produz 13 laudos

O trabalho segue com o propósito de esclarecer as circunstâncias da morte, assim como a cronologia do que antecedeu o possível suicídio

29/09/2026 08:58
Reprodução/Redes sociais
Isabelle Caracristi

A Polícia Civil do Ceará (PCCE) informou que, até essa segunda-feira (28/9), 28 pessoas foram ouvidas no inquérito que investiga a morte da estudante de direito Isabelle Caracristi, de 22 anos, que ocorreu em 13 de setembro, no bairro Aldeota, em Fortaleza (CE).

O namorado da jovem, João Munhoz Neto, de 34, está preso de forma preventiva suspeito de induzi-la ao suicídio.

Também há atualizações sobre o trabalho pericial. Segundo a Perícia Forense do Ceará (Pefoce), mais dois laudos referentes às circunstâncias da morte de Isabelle foram concluídos, totalizando ao menos 13 exames.

Caso Isabelle Caracristi: polícia ouve 28 testemunhas e produz 13 laudos - destaque galeria
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A estudante de direito foi encontrada morta na noite de 13 de setembro
Isabelle à esquerda e João à direita
Isabelle foi encontrada morta no pátio do condomínio onde morava
João Munhoz Neto, namorado da estudante de direito
João Munhoz à esquerda e Isabelle à direita
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João Munhoz à esquerda e Isabelle à direita

Imagem cedida ao Metrópoles
A estudante de direito foi encontrada morta na noite de 13 de setembro
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A estudante de direito foi encontrada morta na noite de 13 de setembro

Reprodução / Redes sociais
Isabelle à esquerda e João à direita
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Isabelle à esquerda e João à direita

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Isabelle foi encontrada morta no pátio do condomínio onde morava
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Isabelle foi encontrada morta no pátio do condomínio onde morava

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João Munhoz Neto, namorado da estudante de direito
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João Munhoz Neto, namorado da estudante de direito

Reprodução/Redes Sociais

Até o momento, a perícia mantém a hipótese de suicídio, ou seja, que Isabelle tenha se jogado voluntariamente do 23º andar. O resultado preliminar foi divulgado à imprensa após o laudo cadavérico de Isabelle apontar politraumatismo por ferimentos compatíveis com o impacto da queda no solo.

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Como a perícia trabalha no caso?

  • Peritos estiveram no apartamento, no terraço do prédio e no ponto onde o corpo de Isabelle caiu na noite da ocorrência.
  • Isabelle passou por uma necropsia detalhada, além de exames para verificar aspectos relacionados à violência de gênero.
  • A necropsia não identificou gravidez.
  • Não foram encontradas substâncias de interesse no organismo da jovem.
  • Os exames de necropsia, toxicológico e do local foram concluídos antes do prazo legal e encaminhados à autoridade responsável pelo inquérito.

O trabalho segue com o propósito de esclarecer as circunstâncias da morte, assim como a cronologia de ações que antecederam o possível suicídio. Mais de 700 vídeos de câmeras de segurança do condomínio estão sendo analisados.

Celulares e dispositivos eletrônicos seguem sendo analisados. Ao todo, 20 peritos e auxiliares de perícia atuam no caso.

Entenda o caso

Isabelle Caracristi, estudante de direito, foi encontrada morta no pátio do Condomínio La Piazza no bairro Aldeota, em Fortaleza (CE), em 13 de setembro.

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Segundo a mãe da vítima, Isorlanda Caracristi, a família soube da tragédia por conta própria. Ela disse que a última mensagem trocada com Isabelle foi em 13/9, pouco antes de anoitecer.

Isorlanda começou a suspeitar de que havia algo errado quando Isabelle não respondeu as mensagens e não atendeu as ligações após aquela noite. Sem conseguir contato e desesperada, a mãe e o irmão (tio da vítima) foram até o condomínio onde o casal morava.

Ao ameaçarem chamar a polícia na portaria, foram levados à sala da síndica, que confirmou que Isabelle havia morrido durante a madrugada e que o corpo estava no IML.

Namorado preso

João Munhoz Neto, namorado de Isabelle, foi preso preventivamente em 22/9 para “garantir a instrução criminal e a aplicação da lei penal”. O homem havia prestado depoimento na noite anterior e voltou a ser ouvido após a prisão.

O celular dele foi apreendido e está sendo analisado pelos investigadores. Além de João depuseram a mãe, o irmão e a namorada do irmão, além de um amigo.

Além deles, prestaram depoimento uma amiga de Isabelle, uma moradora e a síndica do prédio.  Conforme a defesa de Munhoz, mesmo em relacionamento com Isabelle, o cliente é casado com outra mulher.

Conforme a advogada dele, no entanto, o homem não morava mais com a esposa e havia iniciado um processo de divórcio amigável.