Caso Henry: MP pede volta de Monique à prisão após post em Instagram

Defesa de Monique Medeiros diz que publicação não foi feita por ela e fala em "fake news". Estudante de SP assumiu autoria de post

atualizado 02/06/2022 16:01

A professora é acusada de matar o filho de 4 anos junto com o ex-namorado, o ex-vereador Jairinho Aline Massuca/Metrópoles

Rio de Janeiro – O  Ministério Público do Rio de Janeiro acusa a professora Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, de 8 anos, de descumprimento de uma das medidas cautelares impostas pela Elisabeth Machado Louro, juíza titular do II Tribunal do Júri.

Horas após sair da prisão, o perfil “Monique inocente” fez uma publicação agradecendo aos advogados pela soltura. Em seguida, o post foi apagado. A defesa da professora nega que a publicação tenha sido feita por Monique e que a autoria seria de uma estudante de São Paulo.

Publicidade do parceiro Metrópoles 1
Publicidade do parceiro Metrópoles 2
Publicidade do parceiro Metrópoles 3
0

“Se não bastasse tudo isso, logo após sua soltura, ela se envolve em postagens sociais, apesar da proibição pelo juízo em sua decisão, como mostram as imagens que seguem. Embora não concordemos com alguns comentários, o abalo à ordem pública pode ser sentido por suas leituras. Não há, portanto, embasamento legal ou fático para se permitir a substituição da prisão preventiva por prisão domiciliar , pelo que a decisão deve ser revogada”, diz o pedido do Ministério Público pela revogação da prisão domiciliar.

Tornozeleira

Na última terça-feira (5/4), a juíza determinou que Monique Medeiros fosse para prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica. Umas das regras a serem cumpridas seria a proibição de postagens em redes sociais:

“Fica, ainda, vedada à ré, enquanto perdurar a monitoração, qualquer comunicação com terceiros – com exceção apenas de familiares e integrantes de sua defesa -, notadamente testemunhas neste processo, seja pessoal, por telefone ou por qualquer recurso de telemática, assim também postagens em redes sociais, quaisquer que sejam elas, sob pena de restabelecimento da ordem prisional”, escreveu a juíza.

Página

A página “Monique inocente”, conta com mais de 5.200 seguidores, entre amigos, familiares e apoiadores. Entre as publicações estão fotos e textos em apoio a ela. O post em questão foi feito horas após Monique deixar o Instituto Penal Santo Expedito, em Bangu.

A autoria da publicação foi assumida por uma estudante paulista, que publicou vídeos na página neste sábado (9/4).

A estudante paulista Nicole Nascimento Cruz, de 19 anos, afirmou em vídeos publicados na página que criou o perfil no final de abril de 2021, dias após a prisão de Monique e seu ex-namorado, o ex-vereador e médico Jairo Souza Santos Junior.

Crime

O casal é acusado de homicídio duplamente qualificado pela morte de Henry Borel, de 4 anos, em 8 de março de 2021, que teve 23 lesões pelo corpo. 

“Isso não tem nada a ver com ela e com a família dela. Ninguém tem acesso a esse perfil, apenas eu. Me deixa muito triste as pessoas acusando que ela fez isso, fez aquilo, sem se aprofundar. Eu nunca tive qualquer tipo de contato com a Monique, nem antes dela ser presa, nem durante e nem agora ”, disse a estudante no vídeo.

Nicole reforçou ainda que todas as fotos postadas no perfil foram retiradas do perfil oficial de Monique que, no momento, está desativado.

Resposta

Em nota enviada ao Metrópoles, a defesa da professora disse que ela está cumprindo as medidas cautelares:

“Em resposta, a defesa de Monique Medeiros informa que sua cliente está cumprindo integralmente as medidas cautelares estabelecidas pelo juízo, não passando de fake news às fotografias publicadas nas redes sociais, o que poderá ser comprovado com uma singela apuração junto ao Instagram, sendo certo que o perfil é do Estado de São Paulo. No mais, aguarda a abertura de prazo para se manifestar a respeito do recurso apresentado pelo MP”, informaram.

Mais lidas
Últimas notícias