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Brasil

Caso Henry: pedido de ex-mulher de Jairinho para não depor em julgamento é negado

Mãe de dois filhos do ex-vereador, Ana Carolina deve comparecer na primeira sessão de julgamento do caso nesta quarta-feira (5/10), às 9h30

05/10/2021 18:16, atualizado 05/10/2021 18:43
Reprodução redes sociais
Caso Henry: pedido de ex-mulher de Jairinho para não depor em julgamento é negado

Rio de Janeiro – O desembargador Joaquim Domingos de Almeida Neto, da 7ª Câmara Criminal, negou o pedido da advogada Ana Carolina Ferreira Netto, ex-mulher do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, para não prestar depoimento nesta quarta-feira (6/10). Ela é testemunha de acusação na primeira sessão de audiência sobre a morte do menino Henry Borel, no 2º Tribunal do Júri.

“Com efeito, a própria impetração esclarece que a paciente não é mais mulher do réu Jairo, e por isso não há vedação à sua oitiva como testemunha”, escreveu o magistrado na decisão desta terça-feira (5/10).

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Dr. Jairinho, padrasto do garoto
Monique Medeiros, mãe de Henry Borel
Henry Borel Medeiros
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Henry Borel Medeiros

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Dr. Jairinho, padrasto do garoto
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Dr. Jairinho, padrasto do garoto

Aline Massuca/Metrópoles
Monique Medeiros, mãe de Henry Borel
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Monique Medeiros, mãe de Henry Borel

Aline Massuca/Metrópoles

Os advogados de Ana Carolina defenderam que ela é mãe de dois filhos de Dr. Jairinho, com quem foi casada durante 20 anos, e deveria ser dispensada. A sessão está prevista para começar a partir das 9h30. À polícia, ela contou que foi agredida com chutes por Jairinho quando eles ainda eram um recém-casal.

Doze testemunhas foram convocadas pelo Ministério Público, mas três, duas médicas que atenderam o garoto que já chegou morto no hospital Barra D’Or, na zona oeste, e a babá Thayna de Oliveira Ferreira não foram localizados. Essa última revelou que a mãe do menino, a professora Monique Medeiros, sabia das agressões praticadas por Jairinho.

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Jairinho e Monique estão presos desde 8 de abril. Eles respondem pelos crimes de tortura e homicídio triplamente qualificado com o emprego de tortura contra Henry. Ele vai acompanhar a audiência por videoconferência do presídio Pedrolino Werling de Oliveira, no Complexo de Gericinó, em Bangu, zona oeste.