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Brasil

Caso das joias: saiba quem é Marcelo Vieira, ex-funcionário do governo Bolsonaro alvo da PF

Militar ocupou o cargo de chefe do Gabinete de Documentação Histórica, responsável por classificar presentes recebidos pela Presidência

12/05/2023 09:36, atualizado 12/05/2023 09:53
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Arquivo Nacional/Divulgação
imagem colorida de Marcelo Vieira - Metrópoles

O coronel Marcelo da Silva Vieira, alvo de operação da Polícia Federal (PF) deflagrada nesta sexta-feira (12/5), atuou como chefe de gabinete adjunto de Documentação Histórica da Presidência durante o mandato de Jair Bolsonaro (PL). Ele é investigado por supostas tentativas do ex-presidente de reaver as joias sauditas.

Marcelo é capitão-de-corveta aposentado da Marinha. Enquanto esteve no governo, a responsabilidade dele era avaliar o que se tratava de presente pessoal, ou seja, o que poderia ser listado como artigo privado do presidente, ou o que deveria ser encaminhado ao acervo do Estado brasileiro.

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Joias foram presente da Arábia Saudita a Michelle Bolsonaro
Bento Albuquerque conversa com auditores da Receita sobre joias
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Um dos inquéritos nos quais Bolsonaro foi indiciado apura venda ilegal de joias sauditas que ex-presidente ganhou quando estava no poder
Joias entregues por Bolsonaro à União
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Joias entregues por Bolsonaro à União

Divulgação/Defesa Bolsonaro
Joias foram presente da Arábia Saudita a Michelle Bolsonaro
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Reprodução
Bento Albuquerque conversa com auditores da Receita sobre joias
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Bento Albuquerque conversa com auditores da Receita sobre joias

Reprodução/GloboNews
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TV Globo/Reprodução
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Um dos inquéritos nos quais Bolsonaro foi indiciado apura venda ilegal de joias sauditas que ex-presidente ganhou quando estava no poder
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PR e Reprodução
Estojo entregue ao ex-presidente Bolsonaro contendo kit com relógio com pulseira em couro, par de abotoaduras, caneta rosa gol, anel e um masbaha rose gold, todos da marca suíça Chopard
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Estojo entregue ao ex-presidente Bolsonaro contendo kit com relógio com pulseira em couro, par de abotoaduras, caneta rosa gol, anel e um masbaha rose gold, todos da marca suíça Chopard

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Receita não liberou joias trazidas ao Brasil pelo governo Bolsonaro
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Reprodução/Twitter do ministro Paulo Pimenta
Joias foram apreendidas pela Receita Federal em São Paulo
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Joias foram apreendidas pela Receita Federal em São Paulo

Reprodução/Twitter do ministro Paulo Pimenta

Ele começou a trabalhar no gabinete em 2017, durante o governo de Michel Temer, e permaneceu na função até janeiro de 2023, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assumiu a Presidência e exonerou centenas de militares.

Assim como Bolsonaro e Mauro Cid, Marcelo Vieira prestou depoimento à PF. Aos investigadores ele relatou que o então presidente participou de uma ligação com seu ex-ajudante de ordens, na qual pedia que Cid e Vieira assinassem um ofício para a liberação das joias sauditas. Os objetos foram avaliados em R$ 16,5 milhões, mas estavam retidos na Receita Federal.

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Vieira acrescetou ter explicado a Cid e a Bolsonaro, em ligação telefônica no viva-voz, que o gabinete que chefiava não tem a função de solicitar bens, mas é responsável apenas pela classificação e registro dos presentes.

Operação da PF

A Polícia Federal faz, na manhã desta sexta-feira (12/5), uma operação de busca e apreensão na casa de Marcelo da Silva Vieira, no Rio de Janeiro. O mandado de busca e apreensão mira o celular do coronel, que deveria ter sido entregue à corporação, no mês passado, depois que ele prestou depoimento.

À coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, o advogado do militar, Eduardo Kuntz, disse que “a defesa não compreende” o porquê da diligência, uma vez que, durante depoimento de mais de 6h, Marcelo respondeu todas as perguntas e disponibilizou todos os dados do celular.