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Brasil

Caso das joias: PF consegue novas imagens de peças vendidas nos EUA

As imagens, os documentos e as entrevistas apontam a participação de uma nova pessoa na venda e recompra de joias recebidas por Bolsonaro

Laura Braga16/05/2024 06:50, atualizado 16/05/2024 11:02
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Reprodução/O Globo
imagem colorida kit ouro branco - Metrópoles

Polícia Federal (PF) conseguiu imagens inéditas, além de entrevistas, que confirmam detalhes sobre a venda e recompra ilegais das joias que compunham o chamado “kit ouro branco” que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teria se apropriado irregularmente.

De acordo com a corporação, as imagens, os documentos e as entrevistas apontam, ainda, a participação de uma nova pessoa na operação clandestina. As informações são do blog da jornalista Bela Megale, do jornal O Globo.

Joias vendidas clandestinamente

O kit foi recebido por Bolsonaro durante uma visita oficial à Arábia Saudita, em outubro de 2019. O conjunto é composto por anel, caneta, abotoaduras e um rosário islâmico (“masbaha”), todas as peças em ouro branco e cravejadas de diamantes. O jogo inclui ainda um relógio Rolex, vendido separadamente, em uma loja da Pensilvânia.

No total, o “kit ouro branco foi avaliado em pelo menos R$ 500 mil”. Segundo a PF, as peças foram vendidas para a loja Goldie’s, localizada no complexo Seybold Jewelry Building, em Miami, Flórida, nos Estados Unidos. O local abriga diversos comércios especializados na venda de joias.

Os investigadores obtiveram imagens das joias expostas na loja, antes de serem recompradas. A PF conseguiu, inclusive, fotos dos anúncios para revenda dos itens.

Recompra das joias

Conforme o relatório policial, o responsável pela venda e, depois, pela recompra dessa parte do material foi o ex-ajudante de ordens de Bolsonaro Mauro Cid.

Os dados foram levantados pelos policiais federais que se dirigiram aos Estados Unidos para realizar as últimas diligências no inquérito que apura a apropriação e venda ilegais de joias que Bolsonaro recebeu e que pertencem ao acervo da Presidência. Os investigadores atuaram com apoio do FBI e ficaram 16 dias em solo americano.

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