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Brasil

Caso Ágatha Felix: Justiça pode levar PM a júri popular por homicídio

Última audiência de instrução acontece nesta quinta-feira (3/3), após 2 anos e 6 meses da morte da menina de 8 anos no Complexo do Alemão

03/03/2022 11:25, atualizado 03/03/2022 11:31
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Reprodução/Facebook
Caso Ágatha Felix: Justiça pode levar PM a júri popular por homicídio

Rio de Janeiro – O policial militar responsável pela morte da menina Ágatha Felix, de 8 anos, pode ser levado a júri popular na última audiência de instrução que vai acontecer nesta quinta-feira (3/3), no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).

O disparo partiu do PM Rodrigo José de Matos Soares, que foi denunciado por homicídio qualificado e pode responder por homicídio doloso. Ágatha foi morta em setembro de 2019 quando estava dentro de uma kombi e voltava para casa com a mãe, no Complexo do Alemão, favela da zona norte. A menina foi baleada nas costas.

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A menina morreu com um tiro de fuzil nas costas disparado por cabo da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ)
Policias militares foram acusados pelo crime
Ágatha Felix, 8 anos, foi morta no Complexo do Alemão
Vanessa Francisco Salles, mãe Ágatha Félix, durante audiência em fevereiro
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Vanessa Francisco Salles, mãe Ágatha Félix, durante audiência em fevereiro

TJRJ Felipe Cavalcanti
A menina morreu com um tiro de fuzil nas costas disparado por cabo da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ)
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A menina morreu com um tiro de fuzil nas costas disparado por cabo da Polícia Militar do Rio de Janeiro (PMERJ)

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Policias militares foram acusados pelo crime
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Policias militares foram acusados pelo crime

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Ágatha Felix, 8 anos, foi morta no Complexo do Alemão
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Ágatha Felix, 8 anos, foi morta no Complexo do Alemão

Arquivo pessoal

A primeira audiência aconteceu no dia nove de fevereiro, dois anos e cinco meses após o crime. A juíza Tula Corrêa de Mello, da 1ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, vai analisar com base nos depoimentos e nas provas, se houve indício de autoria de homicídio doloso por parte do PM.

“A angústia da família é muito grande. Essa audiência foi remarcada três vezes, então sempre tinha todo um preparativo da mãe, do avô e do pai e sempre era remarcada. A esperança é que se faça justiça dois anos e seis meses depois da morte da Ágatha”, disse Rodrigo Mondego, advogado da família e integrante da Comissão de Direitos Humanos da OAB.

Testemunhas faltaram

A primeira audiência aconteceu em fevereiro e durou quase seis horas, com testemunhas de acusação selecionadas pelo Ministério Público. Como nem todas compareceram, a continuação foi marcada para esta quinta-feira (3/3).

O depoimento de dois PMs que policiavam o local do crime foi marcado por contradições durante na primeira audiência. Eles afirmaram ter reagido a disparos feitos por uma pessoa que viajava na garupa de uma moto. Já os moradores afirmam que os tiros partiram apenas da PM.

Vanessa Félix, mãe de Ágatha, foi a primeira a ser ouvida na primeira audiência. Durante o depoimento, ela se emocionou ao relatar os últimos momentos ao lado da filha e relatou a cena de quando percebeu que a menina havia sido atingida. Ágatha Felix era filha única.

Outra testemunha ouvida foi o motorista Moisés Atanázio, que dirigia a kombi. Ele contou que ao descer do carro para ajudar alguns passageiros a retirar bolsas da mala do veículo, viu uma motocicleta passar em alta velocidade por trás do automóvel e um policial atirando em seguida.  

Moisés reconheceu o cabo Soares como a pessoa que fez o disparo e afirmou que, enquanto socorria mãe e filha, gritou para um dos policiais militares, que estava no local, que eles teriam baleado uma criança. Os PMs não demonstraram nenhuma intenção de ajudá-los. 

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