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Brasil

Carrefour diz que fará "rigorosa apuração" após morte de homem negro

João Alberto Silveira Freitas fazia compras com a esposa quando foi retirado da loja e espancado por dois seguranças

20/11/2020 07:47, atualizado 20/11/2020 10:40
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Reprodução
Carrefour diz que fará “rigorosa apuração” após morte de homem negro

O Carrefour divulgou  nota na noite dessa quinta-feira (19/11) após dois seguranças de uma unidade da rede de hipermercados matarem um homem negro espancado, na zona norte de Porto Alegre (RS). A empresa informou que adotará as medidas cabíveis para responsabilizar os envolvidos no homicídio. Também afirmou que romperá contrato com a empresa que responde pelos seguranças que cometeram o crime.

“O funcionário que estava no comando da loja no momento do incidente será desligado. Em respeito à vítima, a loja será fechada. Entraremos em contato com a família do senhor João Alberto para dar o suporte necessário”, diz o comunicado.

A empresa frisa ter começado uma “rigorosa apuração interna” e afirma que vai tomar todas as medidas para que os responsáveis sejam punidos legalmente.

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Ele foi espancado até a morte em uma unidade do Carrefour, em Porto Alegre
Um vídeo mostra as agressões
Ele morreu ainda no local
João Alberto
Cenas do espancamento de João Beto
João Beto caído no chão após as agressões
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João Beto caído no chão após as agressões

Reprodução/Redes Sociais
Ele foi espancado até a morte em uma unidade do Carrefour, em Porto Alegre
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Ele foi espancado até a morte em uma unidade do Carrefour, em Porto Alegre

Reprodução/Redes Sociais
Um vídeo mostra as agressões
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Um vídeo mostra as agressões

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Ele morreu ainda no local
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Ele morreu ainda no local

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João Alberto
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João Alberto

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Cenas do espancamento de João Beto
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Cenas do espancamento de João Beto

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Cenas do espancamento de João Beto
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Cenas do espancamento de João Beto

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Cenas do espancamento de João Beto
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Cenas do espancamento de João Beto

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Cenas do espancamento de João Beto
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Cenas do espancamento de João Beto

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Um desentendimento com funcionários do Carrefour teria motivado as agressões sofridas por João Alberto. Dois seguranças foram presos em flagrante
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Um desentendimento com funcionários do Carrefour teria motivado as agressões sofridas por João Alberto. Dois seguranças foram presos em flagrante

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A vítima foi atacada com vários socos e golpes, registrados em vídeos por pessoas que assistiam à cena de terror
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A vítima foi atacada com vários socos e golpes, registrados em vídeos por pessoas que assistiam à cena de terror

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Cenas do espancamento de João Beto
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Cenas do espancamento de João Beto

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João Alberto foi morto no dia 19/11, véspera do Dia Nacional da Consciência Negra, ao ser espancado por dois seguranças de uma das filiais da rede Carrefour
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João Alberto foi morto no dia 19/11, véspera do Dia Nacional da Consciência Negra, ao ser espancado por dois seguranças de uma das filiais da rede Carrefour

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Dezenas de pessoas – entre amigos, familiares e militantes de movimentos negros – acompanharam o velório e o sepultamento de João Alberto Silveira Freitas
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Dezenas de pessoas – entre amigos, familiares e militantes de movimentos negros – acompanharam o velório e o sepultamento de João Alberto Silveira Freitas

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Ele foi enterrado na manhã de 21/11, no Cemitério Municipal São João, zona norte de Porto Alegre
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Ele foi enterrado na manhã de 21/11, no Cemitério Municipal São João, zona norte de Porto Alegre

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Brutalidade

O espancamento de João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos, ocorreu na noite de quinta-feira e foi precedido por uma discussão dentro do estabelecimento com uma funcionária, um segurança e um policial militar temporário. Os dois agressores foram detidos e presos em flagrante por homicídio qualificado.

A Brigada Militar (BM) afirmou que a confusão teria começado no caixa do supermercado. Segundo a versão da brigada, a vítima fazia compras com a esposa e teria ameaçado agredir uma funcionária, que chamou a segurança.

De acordo com a BM, o cliente passou a brigar com os seus algozes por não aceitar sair do local. A versão diverge do que dizem as testemunhas do crime, segundo as quais João Alberto foi seguido e agredido na saída.

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