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Brasil

Carbono Oculto: Receita identifica R$ 11,6 bilhões em operações suspeitas

Ministro da Fazenda disse que há uma "lavanderia" do crime organizado no país. Carbono Oculto investiga lavagem no setor de combustíveis

24/09/2026 12:47
HUGO BARRETO / METRÓPOLES
Carbono Oculto: Receita identifica R$ 11,6 bilhões em operações suspeitas

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a Receita Federal identificou uma movimentação de R$ 11,6 bilhões em estruturas financeiras investigadas na terceira fase da Operação Crédito Oculto.

Na manhã desta quinta-feira (24/9), o chefe da pasta ressaltou que os recursos passaram por diferentes camadas de fundos, empresas e instituições financeiras usadas para blindagem patrimonial e lavagem de dinheiro.

A força-tarefa foi coordenada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e investiga esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o mercado financeiro e a compra de distribuidoras de combustíveis.

“Quando a gente olha para todo o material que a Receita apurou, a gente identifica essa movimentação de R$ 11,6 bilhões”, afirmou Durigan.

Ele afirmou que há uma “lavanderia” do crime organizado no país.

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“Essa ‘lavanderia’ no Brasil, daqui por diante, com os sistemas automatizados usando inteligência artificial da Receita, vão ser mais prontamente identificados”, disse.

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Nova fase da Carbono Oculto foi deflagrada nesta quinta-feira (24/9)
Operação é realizada pelo Gaeco
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Nova fase da Carbono Oculto foi deflagrada nesta quinta-feira (24/9)
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Nova fase da Carbono Oculto foi deflagrada nesta quinta-feira (24/9)

Divulgação/ Receita Federal
Operação é realizada pelo Gaeco
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Operação é realizada pelo Gaeco

Divulgação/MPSP

A investigação revelou o uso de fintechs, fundos de investimento e empresas de fachada para ocultar o controle da usina sucroalcooleira e viabilizar a compra da distribuidora.

Entre os 40 alvos da operação estão o sócio proprietário do Banco Genial Humberto Tupinambá, o empresário Antonio Carlos Freixo Junior, o Mineiro, dono do Grupo Entre Investimentos e delator do Caso Master.

“Receita Federal tem trabalhado arduamente junto com os nossos parceiros, em especial aqui o Ministério Público de São Paulo, o Gaeco, mas também com a Polícia Federal e com o Ministério Público Federal”, afirmou Durigan.

“Agora estamos olhando para a próxima etapa, que é sobre a Entre, que funcionou também como instrumento de ocultação e lavagem de dinheiro para que essa usina pudesse adquirir uma distribuidora de combustível, ocultando a real propriedade de quem de fato era o adquirente”, acrescentou o ministro.

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