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Cappelli diz que governo trocou 35% do GSI e vai acelerar processo

Ministro interino Ricardo Cappelli se reuniu com Alexandre de Moraes nesta segunda-feira (24/4) na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

atualizado

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Ricardo Capelli, durante reunião com o ministro Alexandre no TSE 7
1 de 1 Ricardo Capelli, durante reunião com o ministro Alexandre no TSE 7 - Foto: Igo Estrela/Metrópoles

O ministro interino do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Ricardo Cappelli, afirmou nesta segunda-feira (24/5) que 35% do quadro de funcionários do órgão já foi substituído desde o início do governo. Segundo Capelli, uma das orientações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é de que ele acelere esse processo de “renovação”.

“Já foram substituídos 35% dos servidores que trabalhavam, o que é natural em troca de governo, e nós vamos acelerar esse processo”, afirmou.

A declaração foi dada após reunião do ministro interino com Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal. Na última sexta-feira (21/4), o magistrado determinou que o GSI enviasse todas as imagens das câmeras de segurança do Palácio do Planalto referentes ao dia 8 de janeiro, data dos atos antidemocráticos.

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Cappelli assumiu o cargo interinamente na quarta-feira (19/4), quando o ex-ministro Gonçalves Dias pediu exoneração. O militar foi foco de polêmica após aparecer em imagens de dentro do Planalto no dia 8 de janeiro.

“Há uma determinação do presidente para que a gente acelere a renovação dos quadros funcionais, o que é natural. Em paralelo, estamos reunindo informações sobre funções e atribuições do GSI para que o presidente possa tomar decisões sobre a manutenção da atual estrutura e acerca das eventuais mudanças na sua volta ao Brasil.”

A Polícia Federal conduz oitivas com todos os militares que aparecem nas imagens, também por determinação de Moraes. Os agentes da Polícia Federal ainda ouviram dos militares argumentações como a de que o alto número de golpistas frente ao baixo efetivo do GSI impossibilitou mais ações. Os ouvidos afirmaram sobre a tentativa de combater os golpistas começando pelos andares superiores, empurrando-os para baixo.

Demissão

Após a divulgação dos vídeos, Gonçalves Dias pediu demissão do cargo, na noite de quarta-feira (19/4). É a primeira baixa no alto escalão do governo Lula, pouco tempo depois de completar 100 dias.

Nas gravações, é possível ver, além de Gonçalves Dias, militares do GSI, que são responsáveis pela segurança de autoridades e do Planalto, guiando os invasores para portas de saída, em clima ameno.

As imagens das câmeras de segurança do Planalto levaram o presidente Lula a convocar uma reunião de emergência com ministros do governo para tratar sobre o assunto. Estiveram presentes o vice-presidente e ministro, Geraldo Alckmin (Desenvolvimento, Indústria e Comércio); Rui Costa (Casa Civil); Flávio Dino (Justiça); Alexandre Padilha (Relações Institucionais); e Paulo Pimenta (Comunicação Social).

Depois da reunião, Lula se encontrou a sós com Gonçalves Dias. Foi quando o então ministro se explicou para o presidente e colocou o cargo à disposição. Mais tarde, em uma publicação extra do Diário Oficial da União (DOU), o governo oficializou o nome do atual secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Cappelli, para assumir o comando do GSI de forma interina.

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