Cão bombeiro Fênix morre em Goiás após anos de missões no Brasil.
Fênix sobreviveu a complicações após o nascimento, e atuou em operações de resgate após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul
O cão de busca e regaste do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBMGO) “Fênix” morreu após uma trajetória marcada por missões de busca e salvamento no estado e em diferentes regiões do Brasil.
Entre os destaques, está a atuação na tragédia climática do Rio Grande do Sul, em 2024, quando localizou uma vítima durante as buscas após as enchentes.
Fênix integrou as equipes enviadas por Goiás para auxiliar nas buscas no estado. No estado gaúcho, atuou ao lado de millitares na varredura de áreas atingidas pelas chuvas.
História de Fênix
A história do cão começou antes de ser tornar bombeiro.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesNascido em 22 de julho de 2019, ele era filho de Vênus, cadela também que fez parte da CBMGO e atuou em operações de destaque, com a missão em Brumadinho (MG), após o rompimento da barragem da Vale, em 2019.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles
Frequência de envio: Diário
Ver todasVênus morreu durante o parto, após complicações. Fênix e os outros dois filhotes da ninhada ficaram órfãos e foram levados para um canil voluntário, onde passaram a ser amamentados por outra cadela.
No entanto, os três filhos foram contaminados por um surto de giárdia e ficaram cerca de duas semanas internados em hospitais veterinários. Fênix foi o único sobrevivente.
A superação deu origem ao nome. Fênix faz referência à ave mitológica que renasce das cinzas e também à identidade usada pela CBMGO.
Recuperado, passou a integrar o Canil Central da corporação e iniciou o treinamento para busca e resgate. O condutor foi o sargente Wanderley, o mesmo militar que cuidou de Vênus desde filhote até a aposentadoria.
Fênix superou Vênus
Ao longo da carreira, o cão superou a mãe em número de ocorrências. Atuou em Goiás e em missões fora do estado, como em Recife (PE) e no RS.
Em cada operação, ajudava a localizar vítimas em áreas de difícil acesso e a dar respostas a famílias que aguardavam notícias.
Com a morte de Fênix, o CBMGO perde um dos integrantes de uma geração de cães que participou de importantes operações de busca e resgate no Brasil.











