Cantor afirma ter sido estuprado por vocalista do grupo Molejo

O pagodeiro disse que conversa com seu advogado "para poder explicar toda a verdade". O crime teria acontecido no Rio de Janeiro

atualizado 03/02/2021 22:46

Reprodução

Vocalista do grupo de pagode Molejo, Anderson Leonardo foi denunciado, nesta quarta-feira (3/2), pelo crime de estupro. A vítima teria sido o cantor e dançarino Maycon Douglas Pinto de Nascimento Adão, conhecido como MC Maylon, de 21 anos. O ato teria acontecido no fim do ano passado. As informações são de O Globo.

Maycon Douglas, responsável pela denúncia, diz ser empresariado por Anderson. Ele afirma ter sido violentado sexualmente num quarto de motel em Sulacap, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Anderson Leonardo afirmou apenas que conversa com seu advogado “para poder explicar toda a verdade”.

A suposta vítima diz, no boletim de ocorrência, feito na 33ªDP (Realengo), que no dia 11 de dezembro saiu de casa para encontrar-se com Anderson, com quem conversaria “sobre a sua carreira artística” num clube na Taquara, Zona Oeste do Rio. Lá chegando, ele conta que foi até o carro de Anderson, um Range Rover verde. O teor da conversa, diz ele, foi acerca de um fato que teria acontecido dias antes. Maycon teria avisado à mulher de Anderson que, durante uma de suas performances, havia danificado uma bota que lhe pertencia.

O vocalista do Molejo não teria gostado do contato direto com sua esposa, e, segundo as palavras do denunciante, enfurecido, teria decidido aplicar-lhe um castigo de 1 mês e cinco dias sem poder participar de eventos patrocinados por ele.

Após avisar sobre o castigo, o músico, então, teria dito: “Vamos para algum lugar comer alguma coisa e a gente faz a reunião, filho”.

Reunião no motel

As informações ainda apontam que Anderson, então, teria dirigido até a Estrada do Catonho. Nesse momento, MC Maylon diz ter sido surpreendido quando o pagodeiro entrou num motel, que fica na via, na altura de Sulacap. Ele diz que, ao perceber seu constrangimento, o pagodeiro teria dito: “Calma, é uma reunião sigilosa que pode mudar sua carreira”.

A suposta vítima conta ainda, no boletim, que, ao chegar ao motel, Anderson Leonardo, então, teria dado as chaves do quarto para que ele abrisse a porta, o que foi negado. Em seguida, ele mesmo teria aberto a porta, e forçado Maycon a desligar e largar o celular. Ele teria voltado a afirmar: “Calma, que é uma reunião!”.

O relato fica ainda mais forte. MC Maylon sustenta que Anderson Leonardo o empurrou na cama e ordenou que sentasse. Ele narra que o pagodeiro, então, tirou a roupa e deu dois tapas em seu rosto, o que fez com que ele começasse a chorar. “Não chora, seu filho da p…., sua vagabunda, sua piranha!”, teria dito.

De acordo com a suposta vítima, o pagodeiro arrancou sua roupa e, mesmo com ele implorando para que parasse, afirmando ser virgem, o agressor teria conseguido forçar a relação sexual, respondendo, inclusive que “P… não é virgem”.

MC Maylon segue o relato afirmando que o vocalista não teria usado preservativos ou lubrificante. A vítima ainda diz ter desmaiado durante o ato, tendo sido acordado logo depois pelo suposto estuprador, que, ao ver o sangue que havia saído dele, disse “Que m… que eu fiz”. Algo que não teria sido suficiente para que as agressões parassem.

O relato segue com informações que o estupro aconteceu mais duas vezes. MC Maylon ressaltou que ainda ouviu deboche pelo fato de ser virgem, antes de ter sido deixado na rua, próximo ao local onde tudo teria acontecido.

Provas do crime

À polícia, MC Maylon disse ter provas do crime, como: roupas usadas por ele no dia, que teriam vestígios de sangue e de sêmen do cantor do Molejo.

A Polícia Civil disse que investiga o caso. Anderson Leonardo ainda não foi chamado para depor sobre as queixas.

O delegado Reginaldo Guilherme, titular da delegacia que investiga o caso, afirmou: “Vamos pedir imagens do motel, ouvir testemunhas, BAM (Boletim de Atendimento Médico) do hospital (onde Maycon foi atendido após o ocorrido) e apreensão de objetos”.

Medo

O denunciante disse ainda que demorou a procurar as autoridades por medo de retaliações. De acordo com ele, o pagodeiro tem conhecimento com criminosos, e por medo de ser visto como oportunista no meio social e familiar.

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