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Eleições 2026Brasil

Canal do governo recebe 4,3 mil denúncias de assédio eleitoral

Sudeste concentra quase metade dos registros. Ministério estuda criar lista pública de empregadores punidos

31/10/2026 15:19
HUGO BARRETO / METRÓPOLES @hugobarretophoto
Cabine de votação

O Ministério do Trabalho informou neste sábado (31/10) que recebeu 4.305 denúncias de assédio eleitoral no trabalho entre quarta (28/10) e sexta-feira (30/10).

O canal criado para receber esses relatos começou a funcionar após o segundo turno, realizado no domingo (25/10). O balanço cobre seus três primeiros dias.

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito presidente com 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL). A pasta não informou quando aconteceram os episódios denunciados.

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O Sudeste reúne quase metade dos registros: 2.087, ou 48,5% do total. São Paulo lidera, com 1.325 denúncias, seguido por Rio de Janeiro (354) e Minas Gerais (345). No restante do país, o Nordeste teve 784 registros; o Sul, 757; o Centro-Oeste, 378; e o Norte, 299.

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Segundo o ministério, os casos estão sendo analisados pela Auditoria Fiscal do Trabalho. A fiscalização do trabalho já tem realizado inspeções para apurar as denúncias.

“Com base nas informações apresentadas e nas verificações realizadas, serão definidas as providências cabíveis em cada caso”, diz a pasta.

O governo federal, o Ministério Público e o Tribunal Superior do Trabalho (TST) têm trabalhado de forma conjunta para combater a prática. Além do canal específico para denúncias de assédio eleitoral, outras iniciativas também estão em curso.

Entre as medidas estão notificações a plataformas digitais, como Google e Meta, sobre conteúdos que incentivem perseguição política, e orientações aos trabalhadores pela Carteira de Trabalho Digital.

O Ministério do Trabalho também estuda criar uma lista pública de empregadores responsabilizados por assédio eleitoral.

Quem sofreu ou presenciou pressão, ameaça ou discriminação por escolha política no trabalho pode fazer uma denúncia pelos canais da pasta ou do Ministério Público do Trabalho (MPT). Os relatos são sigilosos.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou que empregadores não podem ameaçar nem discriminar funcionários por suas escolhas políticas.

“O voto é livre e secreto, e nenhum empregador pode usar sua posição para interferir na decisão de seus empregados”, disse.