Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Eleições 2026Brasil

Campanha de Lula pede ao TSE inelegibilidade de Flávio por abuso econômico

Campanha de Lula acusa Flávio Bolsonaro de usar estrutura da Festa do Peão de Barretos para fazer campanha e pede cassação da chapa

30/08/2026 15:55, atualizado 30/08/2026 16:10
Marcelo Camargo/Agência Brasil
Campanha de Lula pede ao TSE inelegibilidade de Flávio por abuso econômico

A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a cassação da chapa de Flávio Bolsonaro (PL) e a declaração de inelegibilidade do senador. A ação, apresentada neste sábado (29/8), acusa Flávio de abuso de poder econômico durante sua participação na Festa do Peão de Barretos, no interior de São Paulo.

O evento ocorreu em 22 de agosto. Segundo a coligação Brasil Pronto pra Mais, a participação do candidato teria ultrapassado a condição de “mera presença” em uma festa e se transformado em um ato de campanha.

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

A acusação afirma que Flávio utilizou a estrutura do evento privado para falar ao público sobre temas relacionados à sua candidatura. Entre os assuntos citados na ação estão agronegócio, família e Deus, pautas que fazem parte do discurso eleitoral do presidenciável.

“Flávio Bolsonaro não foi a Barretos como mero espectador do evento, e sim para converter o palco da festa – com a concordância de seus organizadores e do locutor do evento – em plataforma de exposição de sua campanha ao governo perante o eleitorado presente”, diz a coligação na ação apresentada ao TSE.

Campanha questiona uso da estrutura do evento

Para os advogados da campanha de Lula, o ponto central da ação é o suposto uso, em benefício eleitoral, de uma estrutura privada já montada para a Festa do Peão de Barretos.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

O evento conta com palco, equipamentos de som e iluminação, produção e divulgação. A coligação acusa Flávio de ter se beneficiado dessa estrutura sem que os custos correspondentes fossem contabilizados como despesas de campanha.

“O que se examina é a utilização ostensiva e abusiva de um evento empresarial de excepcional porte, com estrutura profissional, capacidade econômica, audiência própria e ampla projeção comunicacional, como ambiente de realização de ato político-eleitoral em benefício de candidaturas determinadas”, diz o documento enviado ao TSE.

A coligação sustenta ainda que a participação teria características semelhantes às de um “showmício”, prática proibida pela legislação eleitoral, embora tenha ocorrido dentro de uma festa privada.

Para os representantes de Lula, a utilização da estrutura e do público do evento poderia configurar abuso de poder econômico e afetar o equilíbrio da disputa presidencial.

O que pede a campanha de Lula

Além da apuração dos fatos, a coligação pediu ao TSE a cassação dos registros da chapa formada por Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar.

Também solicitou que Flávio seja declarado inelegível caso a Justiça Eleitoral conclua que houve abuso de poder econômico.

A ação pede ainda que sejam levantadas informações sobre contratos, patrocínios, custos de produção, divulgação e outras despesas relacionadas à Festa do Peão. O objetivo é identificar quem financiou a estrutura utilizada durante a participação do candidato.

O caso ainda será analisado pela Justiça Eleitoral.

A reportagem entrou em contato com a campanha de Flávio Bolsonaro e com a organização da Festa do Peão de Barretos para pedir um posicionamento sobre a ação. Até a publicação deste texto, não houve manifestação. O espaço segue aberto para eventuais esclarecimentos.