Caminhoneiros dizem que “auxílio-diesel” é “absurdo e insignificante”

O diretor da CNTTI, Carlos Alberto Litti, disse que a medida só mostra "despreparo" do governo. Greve da categoria não será desmarcada

atualizado 21/10/2021 22:18

Bloqueio de caminhoneiros em Goiás, na GO-020Vinícius Schmidt/Metrópoles

Após o governo anunciar um “auxílio-diesel” aos caminhoneiros, no valor estimado de R$ 400 mensais até dezembro de 2022, o diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), Carlos Alberto Litti Dahmer, afirmou nesta quinta-feira (21/10) que o benefício é “absurdo” e “insignificante”. A categoria, inclusive, não vai desmarcar a greve, que está prevista para ocorrer no dia 1º de novembro.

De acordo com Litti, a medida só mostra o despreparo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). “Ao invés de tratar a causa, quer tratar o efeito colateral dela. É preciso extirpar o mal dessa política errada da Petrobras, que começou no governo Temer e segue no governo Bolsonaro”, disse.

A paralisação nacional dos caminhoneiros autônomos e celetistas está mantida para o dia 1º de novembro e é organizada pela CNTTL, pelo Conselho Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) e pela Associação Brasileira de Condutores de Veículos Automotores (Abrava).

Em nota conjunta, as entidades, que representam 855 mil caminhoneiros autônomos e celetistas no país, reforçam que é “necessário mudar urgente esse cenário, porque o povo brasileiro não suporta mais essa cadeia consecutiva de aumentos nos combustíveis e gás de cozinha”.

Os caminhoneiros exigem que o governo faça uma revisão da política de preços da Petrobras, para que seja cobrado um preço que os caminhoneiros brasileiros consigam pagar, além de atualizar a tabela de Piso Mínimo de Frete.

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