Câmara tira Jairinho da comissão que estudará plano diretor do Rio

Padrasto do menino Henry, morto no dia 8 de março, e a mãe, Monique Medeiros, estão presos por ordem do 2º Tribunal do Júri por 30 dias

atualizado 15/04/2021 13:25

Monique Medeiros mãe do Henry são presos por morte do menino no Rio saindo da CidpolAline Massuca/Metrópoles

Rio de Janeiro – A Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro afastou o médico e vereador Jairo Souza Santos Junior (sem partido), o Dr. Jairinho, da Comissão de Representação, nesta quinta-feira (15/4). Ele havia sido escolhido para o cargo pelos integrantes do grupo em reunião realizada no dia 2 de março. A Comissão de Representação vai estudar propostas de alterações no atual Plano Diretor da cidade.

Desde de que foi preso, no último dia 8, Jairinho teve suspenso o salário e, se não sair da cadeia, o gabinete será fechado no próximo dia 9 de maio. Os vereadores aguardam ainda a conclusão do inquérito sobre o caso para instaurar o processo de cassação do parlamentar.

Novos advogados de Monique Medeiros, mãe do garoto, pediram outro interrogatório dela na 16ª DP (Barra da Tijuca).

No primeiro depoimento, ela e Jairinho alegaram acidente doméstico, mas laudos apontam 23 lesões por agressões no corpo do menino que provocaram a morte.

Em entrevista exclusiva ao Metrópoles, onde falou pela primeira vez, sobre Jairinho, o presidente da Casa, Carlo Caiado (DEM), afirmou que Câmara não vai “passar mão na cabeça”.

Caso Henry

O menino Henry Borel Medeiros morreu no dia 8 de março, ao dar entrada em um hospital da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio. Segundo Leniel Borel, pai do menino, ele e o filho passaram o fim de semana juntos, normalmente.

Por volta das 19h do dia 7 de março, o pai o levou de volta para casa, onde Henry morava com a mãe e Jairinho.

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